Bruno Reis rebate críticas e cobra responsabilidade do governo em impasse sobre obras

Prefeito nega entrave da prefeitura e diz que gestão municipal sempre facilitou obras estaduais na capital

Política
Bruno Reis rebate críticas e cobra responsabilidade do governo em impasse sobre obras
Bruno Reis contesta versão do governo | Reprodução / Rádio Sociedade

O embate entre prefeitura e governo do estado ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (15). Em entrevista a Rádio Sociedade, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a rebater declarações do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre o atraso na entrega do Residencial Zulmira Barros, vinculado ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Sem negar o tom crítico, Bruno buscou contextualizar o episódio e afirmou que a prefeitura não foi responsável por qualquer impedimento na entrega das unidades, prevista inicialmente para o início de abril com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Prefeitura nega entraves e aponta histórico

Ao comentar o caso, o prefeito reforçou que a gestão municipal tem atuado para viabilizar, e não travar, obras do governo estadual. Ele citou exemplos recentes para sustentar o argumento.

“Importante contar essa história e esse filme aqui. O estádio de Pituaçu passou por requalificação e o governo deu entrada em dezembro para ter jogo já em janeiro, pegando Natal e Réveillon. A prefeitura trabalhou nesse período para não comprometer o calendário e liberar”, afirmou.

Bruno também mencionou o processo da nova rodoviária, destacando que, mesmo com documentação incompleta, houve esforço da prefeitura para acelerar os trâmites.

Segundo ele, houve prioridade total na análise. “A prefeitura fez um esforço grande, inclusive parando outros licenciamentos da cidade para liberar esse equipamento”, disse.

“Nunca foi impeditivo”, diz prefeito

O chefe do Executivo municipal foi direto ao afirmar que a ausência de documentos completos nunca foi usada como barreira para obras estaduais.

“Todas as obras do governo do estado, nenhum equipamento teve atraso por parte da prefeitura. Nunca foi impeditivo iniciar ou inaugurar obra o fato de não ter alvará ou habite-se”, destacou.

A fala reforça a tentativa de afastar qualquer responsabilidade da prefeitura no atraso da entrega das moradias.

Caso do residencial amplia tensão

No centro da discussão está o Residencial Zulmira Barros. Bruno voltou a dizer que a liberação já havia sido sinalizada pela prefeitura, mesmo diante de pendências formais.

Ele também questionou a demora na entrega das chaves às famílias beneficiadas e cobrou uma solução definitiva para o impasse.

VLT entra na discussão

Durante a entrevista, o prefeito também trouxe à tona o andamento do VLT de Salvador como exemplo de obra em execução sem toda a documentação finalizada.

“O VLT está aí. Até hoje só tem alvará de terraplanagem, porque a documentação não foi concluída, e mesmo assim a obra segue com estruturas sendo implantadas”, afirmou.

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