Jaques Wagner resgata memórias de 2006 em Senhor do Bonfim e projeta vitória da chapa Jerônimo-Lula
Em pronunciamento, senador relembrou os bastidores de descrença que cercavam sua primeira candidatura ao Palácio de Ondina

O senador Jaques Wagner (PT-BA) participou, neste domingo (31), da plenária do Programa de Governo Participativo (PGP 2026) no município de Senhor do Bonfim, no norte do estado.
Diante da mobilização, o parlamentar traçou um paralelo direto entre o cenário político atual e a campanha eleitoral de 2006, pleito histórico que marcou a quebra de hegemonia do carlismo e o início do ciclo de gestões do Partido dos Trabalhadores no Executivo baiano.
Wagner apontou que a recepção das bases municipais em Senhor do Bonfim consolida o favoritismo da coalizão governista e sinaliza a manutenção do alinhamento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em pronunciamento, o senador relembrou os bastidores de descrença que cercavam sua primeira candidatura ao Palácio de Ondina, quando os levantamentos estatísticos de intenção de voto apontavam larga desvantagem em relação aos adversários.
Jaques Wagner recordou, em tom descontraído, que as dúvidas sobre a viabilidade de sua vitória atingiam inclusive sua esposa, Fátima Mendonça, e o próprio presidente Lula durante as agendas inaugurais.
O ex-governador apontou que o divisor de águas e a confirmação prática da virada política ocorreram precisamente após a realização de um comício de massa na Praça Nova do Congresso, em Senhor do Bonfim, evento que funcionou como o termômetro social definidor para o grupo político.
“Jerônimo e Lula vão vencer a eleição. Eu falava para a Fátima: ‘Vou ganhar a eleição’. Ela dizia que eu estava maluco, que a pesquisa não dizia isso. Até o presidente Lula vinha aqui e reforçava, em tom de brincadeira, que o sol da Bahia tinha derretido o meu miolo. Eu apenas respondia: ‘Presidente, eu conheço a nossa gente’. A desconfiança terminou aqui. No meu primeiro comício em Senhor do Bonfim, fomos até a Praça Nova do Congresso e, quando Fátima viu aquela multidão, ela se rendeu: ‘Rapaz, você estava certo, você vai ganhar’. É exatamente esse mesmo sentimento que pulsa aqui hoje”, relembrou o senador Jaques Wagner.
Apesar do clima de otimismo, o líder governista advertiu a militância e os prefeitos aliados contra posturas de salto alto e soberba eleitoral antes do início oficial da campanha.
O senador defendeu que a legitimidade do bloco se apoia na manutenção da horizontalidade administrativa e na recusa ao isolamento burocrático.
“Só faz o PGP quem sabe que quem manda na democracia é o povo da nossa terra. Por isso, quando somos eleitos, não subimos no salto, nem empinamos o nariz. Quando um cara como Jerônimo senta na cadeira de governador, ele lembra, com orgulho, de onde veio. Cada decisão que ele toma, ele pensa: ‘se fosse para mim, o que eu queria?’. E aí ele faz o que vocês precisam”, concluiu o parlamentar petista.
Para Wagner, o PGP se consolidou como uma ferramenta metodológica eficiente, evidenciada pelo fato de que 90% das cerca de 670 propostas populares cadastradas na rodada de escutas de 2022 já foram efetivamente executadas ou encaminhadas pela gestão de Jerônimo Rodrigues, gerando resultados práticos na região como a recente estadualização do Hospital de Bonfim e a entrega de cinco colégios de tempo integral.



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