Hélio Ferreira diz que rodoviários de Salvador mantêm diálogo mesmo com deflagração de greve
Sindicato confirmou greve geral por tempo indeterminado a partir da 0h desta sexta-feira (22)

O Sindicato dos Rodoviários de Salvador confirmou a deflagração de uma greve geral por tempo indeterminado no transporte público da capital baiana, com início marcado para a zero hora desta sexta-feira (22). A decisão foi tomada por unanimidade em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (21), logo após o encerramento, sem sucesso, de mais uma rodada de mediação conduzida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5).
De acordo com o presidente do sindicato, Hélio Ferreira, os trabalhadores chegaram a aceitar os termos de conciliação sugeridos pela corte trabalhista, mas a recusa das empresas de ônibus em validar o acordo inviabilizou a assinatura do documento.
“A categoria aprovou por unanimidade a proposta do tribunal e rejeitou por unanimidade a proposta dos empresários. Então, diante do que vale nesse momento, é a proposta patronal, porque não adianta nós concordarmos com a proposta do tribunal se não tiver validade. O que prevalece, de fato, é a proposta desrespeitosa de apenas 2,36% de aumento”, criticou Ferreira, apontando o desgaste físico e mental dos profissionais como estopim da paralisação.
O líder sindical ressaltou que a mobilização das garagens e terminais está deflagrada em 100% e que, até o momento da deliberação, os rodoviários não haviam recebido qualquer notificação legal ou liminar da Justiça determinando cotas mínimas de funcionamento para a frota circulante nas ruas de Salvador.
Apesar do início iminente do movimento, a liderança sindical sinalizou que a categoria permanece em regime de plantão e se mostra aberta a suspender o movimento paredista antes mesmo do amanhecer, desde que haja uma intervenção política ou uma contraproposta que atenda às demandas de reajuste real e melhoria nas escalas de trabalho.
“Só não é possível no mundo Deus pecar; o resto tudo é possível. Está na mão deles [empresários] e do prefeito. É só o prefeito pressioná-los e evitar esse desgaste, esse prejuízo para a cidade. Se tiver uma proposta a contento para os trabalhadores, nós vamos chamar uma assembleia e suspender a greve”, concluiu Hélio Ferreira.



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