Governo derruba sites de apostas disfarçados de investimentos

Medida atinge 28 empresas do chamado 'mercado de previsão'

Brasil
Governo derruba sites de apostas disfarçados de investimentos
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O cerco contra o mercado ilegal de apostas ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (24).

O Governo Federal anunciou o bloqueio imediato de 28 sites que operam no chamado “mercado de previsão” — plataformas onde usuários apostam dinheiro no desfecho de decisões políticas, indicadores econômicos e até premiações culturais.

A decisão do Ministério da Fazenda é clara: essas plataformas funcionam exatamente como as bets e, por isso, devem seguir o mesmo rigor regulatório e fiscal. A Anatel já foi acionada e os acessos estão sendo derrubados hoje mesmo.

Proteção financeira e limites claros

Durante coletiva, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que a modalidade não é investimento, mas sim um risco real ao bolso dos brasileiros. Segundo ela, a medida é uma barreira contra o superendividamento:

“Essa medida busca proteger a renda, evitar perdas financeiras para as pessoas e reduzir a exposição das famílias a práticas inseguras”, afirmou a ministra.

Belchior ainda reforçou que o Brasil não aceitará empresas operando à margem da lei: “A preocupação do governo é proteger os brasileiros que quiserem fazer apostas, e colocar um limite claro: caso queiram operar no Brasil, as empresas precisam seguir as regras”, alertou.

Fim da “maquiagem” de investimentos

Muitas dessas plataformas tentavam se passar por modalidades de investimento para fugir da fiscalização. No entanto, o Ministério da Fazenda, apoiado por normas do Conselho Monetário Nacional, reclassificou esses contratos.

O Brasil agora segue a tendência de mais de 50 países, como França e Alemanha, que já proíbem esses mercados.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi enfático sobre a tentativa de contornar a lei:

“O Brasil estabeleceu regras claras para o funcionamento das apostas de quota fixa, e não haverá espaço para quem tenta operar à margem desse sistema ou criar estruturas para contornar a legislação”, afirmou Durigan.

O perigo das plataformas clandestinas

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também entrou no debate, alertando que o uso de sites não autorizados deixa o cidadão totalmente desamparado juridicamente.

“Plataformas não autorizadas não oferecem garantias mínimas e expõem os usuários a riscos elevados. A atuação do Estado é fundamental para prevenir danos e assegurar direitos”, pontuou o secretário Ricardo Morishita.

A “asfixia financeira” em números

A ofensiva do governo não é pequena. A estratégia de combate ao mercado ilegal já apresenta resultados expressivos:

  • 39 mil sites irregulares bloqueados pela Anatel.
  • 203 aplicativos removidos das lojas virtuais.
  • 697 contas bancárias encerradas por ligação com operações suspeitas.
  • 100 processos sancionadores em andamento contra operadoras que descumprem as regras de jogo responsável.

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