Geddel questiona Neto por apoiar Flávio Bolsonaro em nome da Bahia: “Perdeu uma eleição por um milhão de votos”
A declaração ocorreu após ACM Neto anunciar apoio a Flávio Bolsonaro e afirmar que pretende atuar como interlocutor entre os governos estadual e federal

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) criticou, nesta quinta-feira (15), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) pelo apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Geddel questionou a legitimidade de Neto para falar em nome da Bahia após a derrota na disputa pelo governo estadual e classificou a postura do adversário como “uma piada”.
“O sujeito perde uma eleição por um milhão de votos e vai dizer que fala em nome da Bahia pra apoiar Flávio Bolsonaro?”, afirmou Geddel.
A declaração ocorreu após ACM Neto anunciar apoio a Flávio Bolsonaro e afirmar que pretende atuar como interlocutor entre os governos estadual e federal. O anúncio foi feito em vídeo divulgado pelo ex-prefeito, que também se posicionou sobre a disputa presidencial no segundo turno.
Na avaliação de Geddel, Neto evitou assumir publicamente essa posição durante o primeiro turno, quando o então candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) ainda estava na disputa. “ACM Neto virou um blefe, ele ficou no primeiro turno escondido atrás de Ronaldo Caiado. Agora tira a máscara e apoia Flávio Bolsonaro”, declarou.
Na eleição para o governo da Bahia, em 4 de outubro, ACM Neto ficou em segundo lugar, atrás do governador Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito no primeiro turno, que recebeu 55,79% dos votos válidos.
Durante a fala, Geddel também criticou o bolsonarismo, que classificou como extrema-direita, e fez acusações sobre o tratamento dado à imprensa, às mulheres e às minorias por integrantes desse campo político. O emedebista declarou acreditar em uma virada eleitoral favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o presidente vencerá a disputa.
Ao final, Geddel voltou a atacar o ex-prefeito de Salvador e afirmou que ACM Neto permanecerá “no absoluto ostracismo”.



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