Alckmin critica ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro e defende corte de privilégios
A equipe econômica de Flávio Bolsonaro estuda um ajuste fiscal que pode chegar a R$ 250 bilhões

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) criticou a proposta de ajuste fiscal em discussão pela equipe econômica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e defendeu que a contenção de despesas públicas não recaia sobre aposentados e pessoas de baixa renda.
Em Salvador, nesta quinta-feira (15), Alckmin afirmou que o Governo deve priorizar o combate a supersalários, privilégios e desperdícios na administração pública.
“Olha, ajuste fiscal nós defendemos. Agora, não é possível você fazer um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, afirmou. Durante a declaração, Alckmin disse que 70% dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebem um salário mínimo e questionou o impacto de eventuais cortes sobre essa parcela da população.
“Às vezes não tem casa própria, tem problema de doença, pessoa idosa e você quer tirar dele quarenta reais? Não. Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de trezentos mil, de quatrocentos mil reais, de desperdício”, declarou o vice-presidente.
A equipe econômica de Flávio Bolsonaro estuda um ajuste fiscal que pode chegar a R$ 250 bilhões, o equivalente a cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Entre as medidas discutidas estão mudanças nas regras de correção de benefícios previdenciários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de alterações nos pisos de gastos com saúde e educação. A campanha do candidato, porém, nega que essas mudanças sejam propostas oficiais e afirma que pretende preservar os ganhos reais das aposentadorias.
Alckmin também defendeu o crescimento econômico como parte da estratégia para melhorar a relação entre a dívida pública e o PIB. Para ele, o ajuste precisa ser acompanhado pela ampliação da atividade econômica e do emprego, sem provocar recessão ou transferir o peso das medidas para trabalhadores e famílias de renda mais baixa.
“O resultado é desastroso. Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, a economia crescer e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB. Agora, não levar o país à recessão, ao desemprego e a população da classe média e mais,de renda mais baixa pagar a conta”, afirmou.



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