“Escravos do tráfico”: Marcelo Carvalho defende segurança pública com educação e qualificação

O candidato participou da sabatina realizada pelo Grupo A Tarde nesta terça-feira (11)

Política
“Escravos do tráfico”: Marcelo Carvalho defende segurança pública com educação e qualificação
Foto: Reprodução/YouTube/A Tarde Play

Candidato ao Senado pela Federação PSOL-Rede, Marcelo Carvalho defendeu uma política de segurança pública que combine o enfrentamento às facções criminosas com ações de educação e qualificação profissional. A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo Grupo A Tarde nesta terça-feira (11).

Criado em Ilhéus, no sul da Bahia, Marcelo foi questionado sobre a dificuldade de acesso às comunidades afetadas pela atuação de facções criminosas. Ao relembrar a campanha para a Câmara Municipal de Salvador (CMS), em 2024, o candidato afirmou ter encontrado obstáculos para estabelecer diálogo com moradores de áreas dominadas pelo tráfico.

“É muito difícil você ter um diálogo próximo às comunidades porque as facções não permitem que você entre lá para dizer a verdade sobre as mazelas que estão lhe afligindo”, afirmou.

Segundo Marcelo, a atuação do poder público nessas regiões também precisa considerar a situação dos jovens recrutados pelo tráfico. O candidato criticou a ideia de tratar esses jovens apenas como criminosos e os classificou como “escravos do tráfico”.

“Ele sequer tem a liberdade de escolher deixar o tráfico, o que é uma falta de oportunidade. Aí entra a qualificação profissional, a educação”, declarou.

Proteção aos povos originários no extremo sul

Durante a sabatina, Marcelo também foi questionado sobre os conflitos fundiários registrados no extremo sul da Bahia. O candidato afirmou acompanhar a situação com preocupação e defendeu uma política de preservação das terras e maior presença do poder público junto às comunidades indígenas.

“No extremo sul são conflitos quase que diários de ocupação de terras originárias. Esses grupos originários, grupos econômicos financiados pela direita e extrema-direita em nosso estado, invadem, ocupam e expulsam os povos originários”, afirmou.

Marcelo defendeu uma aproximação das políticas públicas com as comunidades indígenas, que classificou como “guardiões da terra”, e destacou a atuação desses povos na preservação ambiental.

“É necessário aproximar a política pública dos guardiões da terra, inclusive [porque] ajudam a preservar todo o meio ambiente”, disse.

Para o candidato, além do endurecimento da legislação contra invasores, é necessário ampliar a atenção do Estado às populações que vivem nas áreas de conflito.

“É necessário, além de endurecer a legislação contra os invasores, um olhar voltado para esta população”, concluiu.

Comentários:

Ao enviar esse comentário você concorda com nossa Política de Privacidade.

Logo Sou da Bahia
Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.