Dois policiais militares são presos suspeitos de vender armas para o CV

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Dois policiais militares são presos suspeitos de vender armas para o CV
Foto: Divulgação/ Ascom – PCBA

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Circuito Fechado, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por comércio ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro, crimes patrimoniais e organização criminosa no interior da Bahia.

A operação resultou em 11 prisões, sendo dez por mandados de prisão preventiva e uma em flagrante. Entre os detidos estão dois policiais militares, um da ativa e outro da reserva. Segundo as investigações, o grupo comercializava armamentos que abasteciam integrantes do Comando Vermelho (CV).

Durante o cumprimento dos mandados em Nazaré, um dos investigados foi preso com um arsenal de 82 armas de fogo, sendo 74 pistolas e revólveres e oito armas longas. O suspeito possui um estabelecimento comercial do ramo de armamentos e é investigado por fornecer armas a organizações criminosas.

No local, os agentes também apreenderam R$ 22.362 em dinheiro, um carro, uma motocicleta, dez celulares, um tablet e porções de cocaína.

Ao todo, 27 pessoas foram alvos da operação, que cumpriu mandados de prisão preventiva e medidas cautelares em cidades como Valença, Salvador, Nazaré, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu. Quatro investigados ainda não haviam sido localizados.

As investigações tiveram início em dezembro de 2023, após a prisão em flagrante de um homem que transportava 270 munições de diferentes calibres em Valença. A partir da análise de documentos, dados e movimentações financeiras, a Polícia Civil identificou uma rede de fornecedores, intermediários e transportadores responsáveis pelo abastecimento de armamentos para duas organizações criminosas rivais.

Além do comércio ilegal de armas, os investigadores identificaram indícios de envolvimento do grupo em furtos, falsificação de documentos e fraudes imobiliárias. Em Valença, os suspeitos são investigados por invadir uma residência, retirar bens do imóvel e tentar assumir irregularmente a propriedade por meio de documentação fraudulenta.

A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de ativos financeiros de até R$ 6,2 milhões, além de restrições sobre veículos e imóveis ligados aos investigados.

A operação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Valença e pela 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), com apoio de unidades especializadas das polícias Civil e Militar.

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