Deputado cobra explicações de ACM Neto após aliado virar alvo da Polícia Federal
Entenda o motivo da crítica do parlamentar a ACM Neto (União Brasil)

O deputado estadual Ângelo Almeida (PT) criticou publicamente a participação de Márcio Canella, presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, em um evento sobre segurança pública promovido pela Fundação Índigo, instituição ligada ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
A manifestação do parlamentar ocorre após Canella se tornar alvo da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro.
Entenda a investigação da Polícia Federal
De acordo com as investigações da Polícia Federal, a organização criminosa suspeita utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para movimentar recursos de origem ilícita.
- Valores envolvidos: A PF aponta que o grupo pode ter movimentado mais de R$ 7,6 bilhões.
- Foco da apuração: A operação investiga a eventual participação de agentes públicos no esquema de lavagem de capitais.
Parlamentar questiona critérios de evento da Fundação Índigo
Em nota oficial, o deputado Ângelo Almeida cobrou posicionamento de ACM Neto a respeito dos critérios adotados para a escolha dos palestrantes do evento, que tinha como tema central a discussão de políticas públicas de segurança.
“Como ACM Neto explica convidar uma pessoa envolvida em um noticiário dessa gravidade para tratar justamente de segurança pública? Quais foram os critérios?”, questionou o petista.
Almeida relembrou que, durante a agenda da Fundação Índigo, Canella foi apresentado como referência no setor devido à sua trajetória política no Rio de Janeiro. Na ocasião, seu modelo de gestão foi elogiado por lideranças do partido durante o lançamento de um curso de pós-graduação (MBA) da instituição.
Para o deputado governista, a investigação da Polícia Federal gera uma contradição com as bandeiras de combate à criminalidade defendidas pela oposição na Bahia.
“É fácil fazer discurso duro contra o crime organizado. Difícil é explicar por que, na hora de montar uma vitrine nacional sobre segurança, o seu grupo político leva para o centro do palco alguém que agora aparece no centro de uma operação da Polícia Federal”, declarou Almeida.
O que diz a defesa e a situação jurídica
Márcio Canella é investigado no âmbito da Operação Unha e Carne. Até o momento, não há nenhuma decisão judicial que atribua culpa ao dirigente partidário, e as investigações seguem em andamento pela Polícia Federal para esclarecer os fatos. O espaço segue aberto para manifestações das defesas dos citados.



Comentários: