Deputado baiano alerta que juros altos podem frear investimentos no agronegócio

Alerta acontece após a manutenção da Selic em 13,75%

Política
Deputado baiano alerta que juros altos podem frear investimentos no agronegócio
Deputado federal eleito Manuel Rocha (União Brasil) | Foto: Carlos Amilton/Ascom ALBA

O deputado estadual e federal eleito Manuel Rocha (União Brasil) afirmou que a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano pode prejudicar os investimentos no setor agropecuário. O alerta foi feito nesta quinta-feira (5), após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter o percentual.

Presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o parlamentar avaliou que os juros elevados dificultam o acesso ao crédito e podem comprometer o desenvolvimento do agronegócio, especialmente diante do endividamento dos produtores rurais.

“A agropecuária é uma das grandes forças da economia brasileira, responsável pela geração de empregos, renda e divisas para o país. Mas é um setor que depende de crédito para produzir, investir e crescer. Quando os juros permanecem tão elevados, o custo da produção aumenta, os investimentos são adiados e muitos produtores passam a enfrentar dificuldades até mesmo para manter suas atividades. É uma situação que precisa ser tratada com muita atenção”, afirmou.

Juros altos preocupam setor agropecuário

A decisão do Banco Central foi anunciada na quarta-feira (4) e aumentou a preocupação de representantes do agronegócio com as perspectivas para 2027. De acordo com o release, analistas do setor apontam que o crédito mais caro, somado à alta dos custos de insumos, como fertilizantes e combustíveis, pode levar produtores a reduzir investimentos.

O cenário também pode afetar a produtividade e limitar a expansão das atividades agropecuárias.

Impactos na economia

Para o deputado, os efeitos dos juros elevados vão além das propriedades rurais e podem atingir outros setores da economia, como comércio, indústria de máquinas e equipamentos e transporte, além de municípios que dependem da atividade agropecuária.

“Quando o produtor deixa de investir, não é apenas o campo que perde. Perdem também o comércio, a indústria de máquinas e equipamentos, o setor de transportes e os municípios que dependem diretamente da atividade agropecuária. O Brasil precisa ter responsabilidade com o controle da inflação, mas também precisa encontrar caminhos para garantir condições de financiamento à produção e preservar sua capacidade de crescimento”, destacou.

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