Caso Master: Novo pede representação contra Jaques Wagner no Conselho de Ética do Senado
Pedido ocorre após quebra de sigilo do STF sobre caso Master

O Partido Novo protocolou, nesta sexta-feira (31), um pedido para a abertura de processo contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) no Conselho de Ética do Senado Federal.
A representação fundamenta-se nas informações tornadas públicas a partir de decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a sigla, a conduta do parlamentar baiano é incompatível com o decoro parlamentar exigido para o exercício do cargo.
Relatório da PF aponta contatos e negociações
A representação do Novo baseia-se em um relatório da Polícia Federal (PF) divulgado após a derrubada do sigilo do processo. O documento aponta que o então líder do governo no Senado teria mantido ao menos 74 conversas telefônicas com pessoas ligadas ao Banco Master, além de ter recebido presentes e negociado a aquisição de um imóvel.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu a rápida instalação do colegiado para analisar o caso:
“É urgente que o Conselho de Ética seja instalado para que as representações possam tramitar, as fiscalizações ocorram e os senadores exerçam plenamente seu papel constitutional. Isso é essencial para demonstrar respeito à sociedade e ao próprio Parlamento”, destacou Girão em nota oficial.
Tramitação depende da presidência do Senado
Apesar da protocolização por parte do partido, o andamento efetivo da representação contra Jaques Wagner depende da deliberação do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe a decisão de encaminhar a matéria ao Conselho de Ética.



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