Candidato ao Senado, Marcelo Carvalho diz que partidos tradicionais recebem voto “por osmose”

Antes participar da sabatina realizada pelo Grupo A Tarde, nesta terça-feira (11), o postulante conversou com a imprensa

Política
Candidato ao Senado, Marcelo Carvalho diz que partidos tradicionais recebem voto “por osmose”
Foto: Reprodução/Sou da Bahia

Candidato ao Senado pela Bahia pela Federação PSOL-REDE, Marcelo Carvalho (Rede) avaliou que nomes apresentados por partidos tradicionais à Câmara Alta acabam recebendo votos “por osmose”. Antes participar da sabatina realizada pelo Grupo A Tarde, nesta terça-feira (11), o postulante conversou com a imprensa e foi questionado sobre estratégias para furar a bolha da polarização política, o candidato defendeu uma atuação mais próxima da população.

“Uma política mais próxima da população”

Segundo Marcelo, sua candidatura busca apresentar uma alternativa aos nomes tradicionalmente escolhidos pelas legendas para disputar uma vaga no Senado.

“As pessoas devem ter o voto livre ao Senado. Nós estamos aqui com uma proposta diferente, uma proposta de uma política da nossa atualidade, uma proposta de uma política mais próxima à população, que tenha origem e que tenha base sólida no estado da Bahia, e que tenha um diálogo muito próximo com o eleitor”, afirmou.

Crítica ao voto atrelado ao governador

Para o candidato, nomes lançados por partidos tradicionais muitas vezes acabam sendo beneficiados pela associação com os candidatos ao governo do estado. Marcelo comparou esse processo a uma espécie de “osmose”, em que o eleitor escolhe um candidato ao Executivo e, por consequência, acaba direcionando o voto para o candidato ao Senado apoiado por ele.

“Porque chega dessas figuras que os partidos mais tradicionais do estado escolhem e colocam lá como candidato ao Senado Federal, e a população acaba votando meio que por osmose. Vota no governador e empurra o voto no Senado Federal, sem ter uma discussão sobre o que é o papel de um senador da República e o quanto que ele pode mudar a sua vida cotidianamente”, finalizou.

Disputa pelo Senado

Além de Marcelo Carvalho, Delliana Ricelli (PSOL) compõe a chapa da federação para a disputa ao Senado. Entre os partidos tradicionais, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner disputam as duas cadeiras pelo PT.

Principal grupo de oposição na Bahia, liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB), a aliança reúne Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) na chapa majoritária.

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