Bahia e FIEB reagem a novo tarifaço imposto pelo governo Trump
“Ofensiva comercial arbitrária e injustificada”

O Estado da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) vêm a público manifestar veemente repudio às recentes sobretaxas impostas pelo governo dos Estados Unidos às exportações brasileiras.
“Trata-se de uma ofensiva comercial arbitrária e injustificada, que penaliza parcerias de décadas e fere diretamente a lógica da livre concorrência”, diz um trecho da nota.
À tarifa de 25% (decorrente da Seção 301 do Trade Act), somou-se o anúncio de uma nova alíquota de 12,5% sob o pretexto de fiscalização de trabalho forçado.
O Impacto na Bahia em Números
- US$ 273,1 milhões ameaçados: Cerca de 1/3 de tudo o que a Bahia exporta para os EUA (com base nos dados de 2025) passa a ser taxado. Dependendo das regras de isenção, o impacto pode atingir alarmantes 40,4% do total exportado.
- Setores Mais Atingidos: Quase 90% do prejuízo concentra-se nas cadeias de Papel e Celulose, Borracha e Plásticos e Produtos Químicos.
- Empregos no Interior: A medida atinge em cheio a cadeia de calçados e couro, vital para a geração de renda fora da capital.
“Essa é uma conta unjusta transferida diretamente para os nossos trabalhadores, empresas e consumidores.”
Pleitos Prioritários e Ação Diplomática
Apoiamos integralmente o Governo Federal na busca por uma solução negociada e apresentamos as prioridades inegociáveis do setor produtivo baiano:
- Celulose Solúvel: Reclusão imediata na lista de isenções (é o principal produto da pauta baiana e sofreu um tratamento incoerente em relação às demais celuloses).
- Polo de Camaçari e Pneumáticos: Inclusão desses setores estratégicos nas rodadas de exceção, acompanhada de medidas defensivas no mercado interno (como tarifas antidumping e preços de referência).
- Preservação de Conquistas: Manutenção das isenções já obtidas para café, fruticultura irrigada, cacau, combustíveis e celulose branqueada.
Convocação ao Setor Produtivo
O Estado da Bahia e a FIEB atuarão de forma permanente na defesa do nosso parque industrial. Convocamos todas as empresas afetadas a enviarem dados sobre impactos em contratos, produção e empregos. Essas evidências serão o combustível da nossa bancada nas negociações em Brasília e Washington.



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