Após crise, Flávio Bolsonaro diz que espera Michelle “vestindo a camisa” da campanha
Senador afirma que segue aberto ao diálogo com a ex-primeira-dama após desentendimentos

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira (9) que pretende aguardar o tempo que Michelle Bolsonaro (PL) considerar necessário para voltar a participar de sua campanha eleitoral. Em meio ao distanciamento entre os dois, o parlamentar também declarou que continua disposto a dialogar com a ex-primeira-dama.
As declarações foram dadas à imprensa no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, poucas semanas após divergências entre ambos se tornarem públicas.
“Eu estou sempre aberto aqui a conversar. Sempre esperando o tempo que ela [Michelle] achar que é o suficiente para ela estar com a gente na campanha, vestindo a camisa, porque eu tenho certeza que a Michelle pensa igual a mim”, afirmou.
Flávio defende união da direita nas eleições
Durante a conversa com jornalistas, Flávio Bolsonaro também defendeu a união dos partidos e lideranças de direita para a disputa presidencial de outubro.
“Ninguém aguenta mais quatro anos de PT. No final das contas, tem que estar todo mundo junto para combater esse atual governo”, declarou.
Entenda o desentendimento entre Michelle e Flávio
A crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro ganhou repercussão pública no fim de junho, quando a ex-primeira-dama publicou vídeos nas redes sociais relatando ter sido, segundo ela, “maltratada”, “humilhada” e “desrespeitada” pelo senador durante uma discussão sobre articulações políticas do PL no Ceará.
Na ocasião, Michelle afirmou ainda que os dois não conversavam desde o fim de 2025 e disse ter entendido que seu apoio à pré-candidatura de Flávio não era desejado.
“Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante”, disse.
Após a repercussão do caso, Flávio Bolsonaro pediu desculpas publicamente e afirmou estar de “coração aberto” para conversar com a ex-primeira-dama. Apesar disso, Michelle voltou a fazer críticas indiretas ao senador nas semanas seguintes e deixou a presidência do PL Mulher, sinalizando que não pretende participar da campanha do enteado neste momento.



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