Anvisa aprova medicamento para doença cardíaca rara
A doença atinge majoritariamente homens acima dos 60 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (4), o registro do medicamento Beyonttra (cloridrato de acoramidis), indicado para o tratamento da cardiomiopatia amiloide associada à transtirretina (ATTR), em suas formas hereditária e selvagem.
A doença é considerada rara, progressiva e potencialmente fatal, causada pelo acúmulo de proteína transtirretina malformada no músculo cardíaco, o que provoca rigidez e insuficiência cardíaca. Produzida no fígado, essa proteína se deposita no miocárdio, comprometendo o funcionamento do coração.
De acordo com a Anvisa, o medicamento atua estabilizando a transtirretina, reduzindo o risco de mortalidade cardiovascular.
Em estudo clínico de fase 3, o Beyonttra apresentou eficácia superior ao placebo no desfecho primário analisado, com maior probabilidade de benefício para os pacientes tratados.
Dados da Associação Brasileira de Cardiologia indicam que a condição afeta cerca de 55,2 pessoas a cada 100 mil indivíduos com mais de 65 anos no país, o que representa aproximadamente 12,9 mil pacientes. A doença atinge majoritariamente homens acima dos 60 anos e está associada a internações frequentes e perda progressiva da qualidade de vida.



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