Anvisa anuncia mudanças em receitas de medicamentos controlados
Veja o que muda para farmácias e pacientes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou mudanças no controle de receitas de medicamentos sujeitos a controle especial com a implementação do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR). A ferramenta passa a centralizar, nacionalmente, a emissão, validação e rastreamento das receitas. Segundo o órgão, o objetivo é ampliar a segurança e reduzir fraudes.
O sistema foi criado pela RDC nº 873/2024 e já está em funcionamento desde 2024 para as Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais. A partir de junho de 2026, novas funcionalidades serão disponibilizadas para farmácias e drogarias.
Na prática, o SNCR permitirá acompanhar todo o ciclo da receita, desde a emissão até a dispensação do medicamento. A numeração das receitas, que antes era controlada individualmente por cada estado, passará a ser unificada em todo o país.
Entre as novas atribuições das farmácias e drogarias estarão:
- validação da autenticidade da receita;
- confirmação dos dados do prescritor;
- baixa eletrônica da receita;
- bloqueio da reutilização da mesma numeração.
Segundo a Anvisa, o receituário físico continuará válido e coexistirá com o modelo eletrônico. Neste primeiro momento, os talonários impressos não serão registrados no SNCR.
As receitas eletrônicas de medicamentos controlados, antimicrobianos e agonistas de GLP-1 também continuarão sendo aceitas, desde que integradas ao sistema nacional.
Acesso ao SNCR
Para acessar o SNCR futuramente, farmácias privadas precisarão ter:
- e-CNPJ,
- Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) válida,
- estabelecimento regularizado
- conta GOV.BR dos gestores.
Já farmácias públicas deverão possuir Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
A Anvisa informou ainda que vai disponibilizar treinamentos, manuais técnicos e webinares para orientar farmácias, drogarias e serviços de prescrição eletrônica sobre o uso da plataforma.



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