Alice Portugal critica Congresso e aposta na reeleição de Lula: “Bolsonaro é uma pantomima”
A deputada também comentou o ambiente político na Câmara dos Deputados

Presente nesta quinta-feira (7) na autorização para o início das obras da primeira maternidade de Lauro de Freitas, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB) fez uma avaliação crítica do atual cenário político nacional, principalmente sobre a correlação de forças no Congresso Nacional e projetou a disputa presidencial para o pleito de 2026.
Ao comentar os movimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar adotar um discurso mais moderado, a parlamentar afirmou que a estratégia não convence o eleitorado.
“É impossível a pessoa mudar da água para o vinho. Inclusive, cumprimentar plateias com ‘alô, todos, todas e todes’. Realmente, isso beira a pantomima. É uma personagem que está sendo montada com o sobrenome daquele que mais prejudicou o Brasil, que permitiu, com atraso da vacina, 700 mil mortes evitáveis no país. Então é o mesmo esquema de entregar as riquezas brasileiras ao exterior. É, na verdade, uma fantasia”, afirmou.
Apesar de reconhecer o impacto da inflação e do preço dos combustíveis sobre a popularidade do governo federal, Alice avaliou que o cenário eleitoral ainda pode mudar nos próximos meses e demonstrou confiança na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essa pesquisa é um retrato momentâneo em função do preço da gasolina, da carestia que a guerra nos impõe. Mas nós vamos vencer isso e tenho certeza que o presidente Lula será reeleito”, declarou.
“Congresso inimigo do povo”
A deputada também comentou o ambiente político na Câmara dos Deputados após derrotas recentes do governo federal em votações no Congresso.
“Essa correlação de forças do Congresso é conhecida do Brasil. Nos bons dias, nós somos 132. Eventualmente, ganhamos o centro da política para pautas sociais. Mas, quando se trata de pauta econômica e pauta da soberania, infelizmente, a extrema direita consegue pegar a direita e o centro”, afirmou.
Alice criticou ainda a derrubada de vetos relacionados à punição de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e disse que decisões recentes podem beneficiar criminosos comuns.
“É um Congresso que tem maioria inimiga do povo, mas tem uma reserva moral que resiste para que possamos chamar o povo às ruas. A única forma de neutralizar essas decisões é encher as ruas de gente e exigir revisão desse tipo de decisão”, concluiu.
“Foi um absurdo o que aconteceu na Câmara dos Deputados. Os Bolsonaro vão soltar bandidos. Eles dizem que a esquerda defende bandido, mas agora haverá atenuação de penas não somente para golpistas, mas também para marginais de crimes comuns e graves. É um Congresso inimigo do povo, mas tem uma reserva moral que resiste para que possamos chamar o povo às ruas. A única forma de neutralizar essas decisões é encher as ruas de gente e exigir revisão desse tipo de decisão”, disse.
Terras raras
A parlamentar também demonstrou preocupação com a aprovação de projetos ligados à exploração de minerais estratégicos, conhecidos como “terras raras”.
“O PCdoB votou contra. Achamos que o projeto, que pretende acalmar Trump, poderá acabar abrindo em demasia a nossa estrutura mineral para o interesse dos estrangeiros. Isso muito nos preocupa”, declarou.



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