Aladilce Souza aponta divergências em percentuais de construção de escola em Salvador
"A conta que fez a obra andar para trás precisa ser explicada", diz vereadora

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) levantou questionamentos sobre a variação nos índices de execução física divulgados pela Prefeitura de Salvador referentes às obras da Escola Municipal do Curralinho. Em setembro de 2024, a administração municipal divulgou que o equipamento alcançava 90% de conclusão, enquanto boletins informativos recentes da Secretaria Municipal da Educação registraram o avanço físico em cerca de 70%.
A parlamentar ressaltou que a construção e a gestão da capital baiana mantêm uma linha de continuidade administrativa entre a atual gestão de Bruno Reis (União Brasil) e a do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), apontando a importância de manter a precisão nas informações prestadas à população.
“A conta que fez a obra andar para trás precisa ser explicada, pois a população acompanha a evolução dos projetos públicos esperando a entrega dos equipamentos”, declarou a vereadora Aladilce Souza.
A divergência nos números motivou a abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) para examinar o cumprimento dos prazos e os aditivos do contrato firmado entre a gestão municipal e a empresa responsável pela execução da obra.
“O Ministério Público ouviu nossas ponderações e vai apurar os valores aplicados e o percentual real da obra, garantindo a transparência que o caso exige”, pontuou a parlamentar do PCdoB.
A unidade de ensino, destinada a atender aproximadamente 800 estudantes, incluindo alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teve seu prazo inicial de entrega previsto para períodos anteriores e segue aguardando a finalização dos trabalhos.
“Enquanto a administração apresenta os avanços da cidade, as famílias da capital continuam no aguardo da conclusão definitiva da escola para atender os seus filhos”, concluiu Aladilce.



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