Adolpho Loyola ganha projeção após vitória de Jerônimo e entra no radar político para 2028

Coordenador da campanha à reeleição do governador ampliou sua atuação pública durante o confronto com a oposição e passou a ser citado nas discussões sobre o futuro do PT em Salvador

Política
Adolpho Loyola ganha projeção após vitória de Jerônimo e entra no radar político para 2028
Foto: Sou da Bahia

A vitória de Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026 ampliou o espaço político de Adolpho Loyola, secretário estadual de Relações Institucionais e principal articulador do governador. Coordenador-geral da campanha à reeleição, ele ganhou visibilidade para além dos bastidores e passou a ser apontado como um dos nomes de influência no grupo governista, inclusive nas articulações para a disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028.

Durante a campanha, conforme o Política ao Vivo, Loyola assumiu uma postura mais incisiva no enfrentamento ao grupo de ACM Neto (União Brasil) e ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Enquanto articulava apoios para Jerônimo, também passou a contestar publicamente as projeções e declarações da oposição.

Em setembro, antes da votação, o secretário afirmou que a presença do grupo governista na capital incomodava Bruno Reis. “A pessoa que vai colocar 500 mil votos de frente não fica nesse desespero”, declarou. O resultado, porém, foi diferente da previsão: ACM Neto terminou a votação em Salvador com uma vantagem de aproximadamente 139 mil votos.

Loyola fala em fortalecer o PT para 2028

Após a eleição, o titular da Serin destacou o desempenho do grupo governista e citou investimentos estaduais, como o VLT e a nova Rodoviária de Salvador, como fatores que podem impulsionar a organização do PT na capital para as eleições municipais de 2028.

A projeção política de Loyola, no entanto, ainda não se traduziu em uma pré-candidatura anunciada. Questionado sobre a possibilidade de disputar a Prefeitura de Salvador ou até o governo estadual, ele afirmou preferir atuar na articulação política e disse não ter pretensões eleitorais.

No entanto, ao mesmo tempo, não descartou definitivamente a possibilidade de assumir uma candidatura no futuro. Loyola se definiu como um “soldado do grupo”, disposto a cumprir a missão que lhe for atribuída.

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