Wagner nega pagamentos ligados ao Master e chama acusações de “falsas e oportunistas”

Segundo o senador, a divulgação do conteúdo teria como objetivo interferir nas eleições

Política
Wagner nega pagamentos ligados ao Master e chama acusações de “falsas e oportunistas”
Foto: Rafael Nunes

O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT-BA) utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (25) para negar acusações relacionadas a uma suposta proposta de delação atribuída a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo reportagem publicada pelo UOL, o documento mencionaria pagamentos mensais de R$ 3 milhões a um grupo supostamente ligado ao parlamentar.

Wagner classificou as acusações como “completamente falsas e oportunistas” e afirmou que nunca teve relação com Vorcaro. Segundo o senador, a divulgação do conteúdo teria como objetivo interferir nas eleições.

“Mais uma vez estão tentando envolver meu nome no escândalo do Banco Master. São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Em 2018 também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo”, escreveu.

Proposta não avançou

A proposta de colaboração atribuída a Vorcaro teria sido analisada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas não avançou. Segundo as informações divulgadas, a PGR considerou que os relatos não apresentavam elementos suficientes de corroboração.

A própria defesa de Vorcaro afirmou não reconhecer a autenticidade e a integridade do material divulgado. O documento também não comprova que Wagner tenha recebido os valores citados.

“Eu repito: nunca tive relação com Daniel Vorcaro. As manchetes hoje se baseiam numa delação que não foi aceita pela PF e PGR e que até a defesa diz que não reconhece”, afirmou o senador.

Atuação no Senado

Na publicação, Wagner também afirmou que assinou o pedido de criação da CPI do Banco Master no Senado e negou ter atuado em favor da instituição.

“No Senado, assinei a CPI do Master e nunca atuei a favor do banco. A Bahia me conhece e sabe do meu trabalho”, declarou.

O senador também citou sua atuação em propostas relacionadas ao sistema financeiro e afirmou que votou contra o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito.

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