Wagner descarta corpo mole de Alcolumbre para aprovar fim da escala 6×1

O senador Jaques Wagner (PT) descartou, nesta sexta-feira (29), o risco do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), postergar a votação da PEC do fim da escala 6×1, já aprovada pela Câmara dos Deputados esta semana.
O temor de uma demora na apreciação da pauta se dá após a recusa do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril.
Segundo Wagner, por se tratar de um tema de clamor popular, a Casa não deve segurar a pauta.
“A vitória na Câmara dos Deputados foi muito expressiva, com a maioria acachapante. Eu não acho que o presidente Davi vai tentar fazer qualquer dificuldade para algo que é um clamor do povo”, iniciou Wagner, que rebateu as críticas direcionadas ao teor da PEC.
“Eu vou insistir que esse processo é um processo de evolução. Nós já fomos escravos, depois fomos libertos, depois tivemos uma carteira de trabalho, depois tivemos direitos trabalhistas. Toda vez que a gente fala em evoluir o direito dos que trabalham, dos que vivem do seu suor, sempre tem uma voz que se levanta, “vai quebrar o país”. O que quebra o país é trambique, é corrupção, é Banco Master, essas coisas que são de bilhões e bilhões. Essa melhoria eu acho que já é exercida por muita gente. Quem trabalha em escritório é de segunda a sexta, e sábado, domingo em geral, folga. Se o cara quiser fazer um bico, se o cara quiser completar o salário, ele faz uma hora aí, se o que ele quiser”, afirmou o petista.
Wagner ainda minimizou possíveis impactos na economia e geração de empregos no país.
“Na minha opinião, o trabalho dignifica o ser humano, mas dignifica para poder viver com sua família, para poder se preparar para outras coisas, para estudar, por exemplo, e poder crescer na vida. Então, eu acho que essa é uma bandeira difícil de se colocar contra, não vai ter quebradeira nenhuma, o pessoal deu um ano de prazo para a adequação das empresas e, sinceramente, eu acho que isso no final vai ser uma melhoria, como foi quando o presidente Lula resolveu dar reajuste ao salário mínimo, com ganho real acima da inflação”, pontuou.



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