“Votar em Flávio Bolsonaro é votar contra Camaçari”, dispara Caetano
Prefeito de Camaçari citou saída da Ford, fechamento da FAFEN e privatização de refinaria ao defender reeleição de Lula

O prefeito de Camaçari, Caetano (PT), fez um desabafo durante evento no município, nesta quarta-feira (7), ao abordar os possíveis impactos de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) para a cidade e a Região Metropolitana de Salvador.
Durante o discurso, o prefeito relembrou decisões tomadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que elas teriam provocado prejuízos para a economia baiana. Caetano também comparou o período com a retomada de investimentos ocorrida durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Privatização da refinaria
Caetano citou a privatização da antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), atualmente Refinaria de Mataripe, como um dos exemplos do que classificou como prejuízo para a Bahia.
“A primeira coisa que o Bolsonaro fez foi privatizar a refinaria. Olha o prejuízo que foi para o povo baiano. A privatização da refinaria do povo. Desemprego aumenta, o custo de combustível acima da média nacional. Nós temos há quantos anos pagando por isso?”, afirmou.
A Petrobras concluiu em 2021 a venda da RLAM e de ativos logísticos associados, em operação de desinvestimento. A refinaria passou a ser controlada pela Acelen, empresa ligada ao Mubadala Capital.
Fechamento e retomada da FAFEN
O prefeito também citou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (FAFEN-BA), instalada no Polo Industrial de Camaçari. Segundo Caetano, a paralisação da unidade provocou perdas de empregos e afetou a cadeia produtiva regional.
“Lembra que o Bolsonaro fechou a FAFEN? Foram 4 mil empregos que nós perdemos? Que prejudicou toda a região”, declarou.
A unidade passou por diferentes etapas de paralisação e retomada. Em 2021, a antiga planta da FAFEN foi reaberta por meio de arrendamento ao Grupo Unigel, com investimentos anunciados de R$ 95 milhões.
Em janeiro de 2026, a Petrobras retomou a operação da FAFEN-BA, após investimento de R$ 100 milhões. Atualmente, a unidade tem capacidade para produzir 1,3 mil toneladas de ureia por dia, segundo o Governo da Bahia.
Ford e os impactos no Polo
Caetano também relembrou a saída da Ford de Camaçari e afirmou que o episódio trouxe impactos para a economia da Região Metropolitana.
“Lembra que Bolsonaro e ACM Neto deixaram fechar a Ford? Quantos empregos nós perdemos aí da Ford? Olha o prejuízo que foi dentro da Região Metropolitana”, afirmou.
O prefeito citou ainda a chegada de novos investimentos ao município durante os governos Lula e Jerônimo Rodrigues (PT).
“A gente, com Lula, já trouxe de volta a FAFEN. A gente, com Lula, com Jerônimo, trouxe de volta, trouxe para cá a BYD. Trouxe para cá a Sinoma, trouxe para cá a Almek e outras empresas”, declarou.
Fertilizantes e dependência externa
Durante o discurso, Caetano também falou sobre a produção nacional de fertilizantes e afirmou que a paralisação das fábricas aumentou a dependência brasileira de produtos importados.
“A FAFEN é uma coisa estúpida, porque a FAFEN produz fertilizantes. Só tinha três, quatro empresas no Brasil que produziam fertilizantes. Eles fecharam no Brasil inteiro”, afirmou.
Segundo dados oficiais, a retomada da FAFEN-BA é tratada pelo governo como estratégica para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados. A unidade atualmente produz ureia e amônia e responde por cerca de 5% da demanda nacional de ureia.



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