Vereadora cobra explicações após mortes de tartarugas; MP-BA investiga o caso
Vereadora Marcelle Moraes cobra explicações do Governo da Bahia sobre medidas de proteção à fauna durante as intervenções

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou uma investigação para apurar possíveis danos ambientais e a morte de tartarugas durante intervenções relacionadas à implantação da Ponte Salvador-Itaparica. O procedimento teve origem em informações apresentadas pelo Ibama na Bahia e busca esclarecer se há relação entre as atividades realizadas no local e a morte dos animais.
Após a abertura da investigação, a vereadora Marcelle Moraes cobrou explicações do Governo da Bahia sobre as medidas adotadas para proteger a fauna durante as intervenções.
“Uma obra desse tamanho precisa ter responsabilidade ambiental do começo ao fim. Se o Ibama levou essa situação ao Ministério Público e existe uma investigação em andamento, o Governo do Estado precisa explicar o que aconteceu e quais medidas estão sendo tomadas para proteger a nossa fauna”, afirmou Marcelle.
Em junho, o MPF e o MP-BA firmaram um Termo de Compromisso Socioambiental com o Estado da Bahia e a concessionária responsável pelo empreendimento para a contratação de uma consultoria técnica independente. O objetivo é auxiliar na análise dos impactos ambientais e na fiscalização do licenciamento da ponte.
A vereadora afirmou que a preocupação é garantir o acompanhamento ambiental das intervenções.
“Não sou contra o desenvolvimento da Bahia. Sou contra a ideia de que, para construir, a gente precise aceitar qualquer impacto. O Governo precisa mostrar que está acompanhando de perto o que acontece na área e que a proteção ambiental não vai ficar em segundo plano”, disse.
Marcelle também defendeu que as informações sobre as intervenções e as medidas de proteção à fauna sejam divulgadas à população.
“Se está tudo dentro das regras, que o Governo apresente os dados e esclareça as dúvidas. O que não dá é a sociedade tomar conhecimento de possíveis impactos ambientais somente depois que o Ministério Público precisa abrir uma investigação”, concluiu Marcelle.



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