TSE julga nesta quarta caso de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida
Processo envolve publicações falsas que atribuíam a Flávio Bolsonaro intenção de retirar título de padroeira do Brasil da santa

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa nesta quarta-feira (30) a decisão que determinou a remoção de publicações com informações falsas sobre a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. O caso envolve conteúdos que atribuíam ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a intenção de retirar da santa o título de padroeira do país.
O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e foi marcado pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, após uma conversa com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
Decisões divergentes
A decisão que determinou a retirada das publicações foi tomada pelo ministro André Mendonça. O caso chegou a ser analisado no STF, onde o ministro Flávio Dino derrubou a determinação e autorizou novamente a circulação dos conteúdos nas redes sociais.
Na sequência, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a ordem de Mendonça.
Diante do impasse, Fachin decidiu não levar o caso ao julgamento do plenário do STF. Após diálogo com Nunes Marques, os dois ministros concordaram que a questão deveria ser analisada pela Justiça Eleitoral.
Tensão entre tribunais
Antes da definição, Nunes Marques havia enviado um ofício a Fachin manifestando preocupação com o que classificou como “indevida sobreposição de competência e de violação ao juiz natural” no STF.
O presidente do TSE também afirmou haver risco de enfraquecimento da atuação da Justiça Eleitoral caso decisões do tribunal sejam submetidas a integrantes de outras cortes.
Segundo Nunes Marques, a divergência entre decisões durante o período eleitoral pode gerar insegurança jurídica e estimular disputas judiciais em busca de instâncias consideradas mais favoráveis.



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