Tássio Brito diz que visita de Flávio Bolsonaro à Bahia colocará ACM Neto sob pressão política
Presidente do PT na Bahia afirma que chegada de Flávio Bolsonaro deve provocar cobranças a ACM Neto

A visita do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, à Bahia provocou reação do presidente estadual do PT, Tássio Brito. Para o dirigente petista, a presença do nome ligado ao bolsonarismo no estado deverá evidenciar o posicionamento político do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
PT aposta em dificuldade para ACM Neto evitar associação
Segundo Tássio Brito, ACM Neto terá dificuldades para se desvincular politicamente de Flávio Bolsonaro diante da agenda do pré-candidato na Bahia. O presidente do PT citou reportagens da imprensa nacional ao comentar a visita.
“A imprensa nacional já noticiou que Flávio Bolsonaro está chegando para ‘emparedar’ o ex-prefeito de Salvador”, declarou.
Críticas à relação com o bolsonarismo
O dirigente petista também questionou como ACM Neto pretende lidar com a aproximação ao projeto político representado por Flávio Bolsonaro. Tássio afirmou que o pré-candidato à Presidência estaria alinhado a interesses dos Estados Unidos.
“O tal do Flávio Bolsonaro esteve com Trump e logo depois o presidente americano anunciou o tarifaço para o Brasil e a vontade dele de acabar com o PIX”, afirmou.
Fundo partidário e tempo de televisão entram no debate
Na avaliação do presidente estadual do PT, o apoio de ACM Neto ao projeto político do PL estaria associado ao uso da estrutura partidária da legenda, incluindo tempo de propaganda eleitoral e recursos do fundo partidário.
“ACM é aliado de Flávio Bolsonaro, um traidor da pátria que quer entregar a soberania brasileira aos Estados Unidos”, disse Tássio.
Comparação com a disputa nacional
Ainda segundo o dirigente petista, ACM Neto representa na Bahia a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Flávio Bolsonaro desempenharia papel semelhante no cenário nacional.
“O bravo povo baiano vai dar a resposta nas urnas a ACM Neto e Flávio Bolsonaro, assim como fez no 2 de Julho de 1823 com os renitentes portugueses que tentaram impedir a independência do Brasil”, concluiu.



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