Show de Robyssão em São João na Bahia vira alvo do MP após contratação da Prefeitura

Ministério Público recomendou fiscalização de apresentações por possível violação da Lei Antibaixaria

Bahia
Show de Robyssão em São João na Bahia vira alvo do MP após contratação da Prefeitura
Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público do Estado da Bahia recomendou medidas de fiscalização contra apresentações artísticas previstas para o São João de Euclides da Cunha, no norte da Bahia, após a contratação do cantor Robyssão pela prefeitura do município.

A recomendação foi expedida nesta segunda-feira, 11, pelas promotoras de Justiça Sabrina Bruna Rigaud e Lissa Aguiar Rosal e também se estende aos eventos privados que serão realizados durante os festejos juninos na cidade.

MP cita repertório de Robyssão

No documento, o Ministério Público menciona que o artista possui músicas e coreografias que, segundo o órgão, “banalizam a agressão e a violência contra a mulher”.

As promotoras afirmam ainda que esse tipo de conteúdo pode incentivar a inferiorização feminina e, em alguns casos, até configurar apologia ao crime.

Prefeitura poderá fiscalizar e até interromper shows

Entre as recomendações feitas pelo MP está a fiscalização das apresentações artísticas durante os festejos.

O órgão orienta que haja monitoramento dos shows e prevê até a possibilidade de interrupção das apresentações caso músicas, falas, coreografias ou encenações sejam consideradas incompatíveis com a chamada Lei Antibaixaria.

Além disso, o Ministério Público quer que a prefeitura e os organizadores privados informem previamente artistas, bandas e produtores culturais sobre o teor da recomendação.

Recomendação também vale para outros grupos

O documento orienta ainda que artistas evitem conteúdos que promovam violência, discriminação ou inferiorização contra mulheres, crianças, idosos e demais grupos vulneráveis.

A recomendação inclui músicas, falas no palco, performances e coreografias apresentadas durante os eventos.

O que diz a Lei Antibaixaria

A chamada Lei Antibaixaria corresponde à Lei Estadual nº 12.573/2012, criada na Bahia para proibir o uso de recursos públicos na contratação de artistas que promovam conteúdos considerados ofensivos às mulheres ou que façam apologia à violência e às drogas ilícitas.

A proposta foi apresentada pela então deputada estadual Luiza Maia e aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia em 2012.

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