“Se o Estado não assume, tudo cai sobre as famílias”, afirma Jerônimo ao defender rede de inclusão para autistas

Governador realizou discurso durante PGP neste sábado (6), em Itaberaba

Política
“Se o Estado não assume, tudo cai sobre as famílias”, afirma Jerônimo ao defender rede de inclusão para autistas
Foto: Matheus Landim

O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), assumiu o compromisso público de expandir as políticas estaduais voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e às pessoas com deficiência durante a plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026.

No encontro realizado neste sábado (6) em Itaberaba, no Território de Identidade do Piemonte do Paraguaçu, o chefe do Executivo baiano defendeu que a formatação do seu próximo plano de gestão deve priorizar a estruturação de uma rede descentralizada de cuidado, diagnóstico precoce e assistência terapêutica.

A estratégia prevê a articulação direta entre o Palácio de Ondina, administrações municipais, associações de pais e amigos dos excepcionais (Apaes) e coletivos da sociedade civil para capilarizar o atendimento especializado pelo interior do estado.

O pronunciamento de Jerônimo buscou retirar a pauta da invisibilidade institucional e inseri-la de forma definitiva no orçamento e no planejamento estratégico das pastas de Saúde, Educação e Assistência Social.

O governador enfatizou que o ambiente participativo do PGP funciona como o canal adequado para colher as demandas reprimidas das famílias, transformando gargalos históricos em metas governamentais factíveis para o quadriênio subsequente.

“Queremos poder dizer aos pais e às mães de filhos com autismo que eles não estão sozinhos. São temas que muitas vezes ficam escondidos e que ninguém quer enfrentar. Se o Estado não assumir essa responsabilidade, tudo acaba recaindo sobre as famílias”, discursou o governador Jerônimo Rodrigues.

No plano da mobilização política regional, o pré-candidato governista convocou os prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias da Chapada Diamantina a capitanear esse debate dentro de suas respectivas bases eleitorais.

Jerônimo Rodrigues argumentou que a construção de cidades verdadeiramente inclusivas exige o engajamento da gestão local para identificar as prioridades e estruturar os serviços de acolhimento na ponta.

Ao pautar os direitos das pessoas neurodivergentes no palanque de Itaberaba, o bloco governista busca consolidar um diferencial programático focado no bem-estar social, engajando os movimentos identitários na construção de uma plataforma política humanizada e sintonizada com as demandas contemporâneas da população baiana.

“Eu quero pedir a esse território, a cada município que vocês representam, que vocês dialoguem para que a gente possa construir um município melhor, uma comunidade melhor”, completou o gestor baiano, ao conclamar os representantes municipais a inserirem propostas de acessibilidade e inclusão social nos relatórios finais das escutas territoriais.

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