Saúde pública avança no extremo-sul da Bahia com novas estruturas
Investimentos incluem equipamento de R$ 2,8 milhões, cinco unidades de saúde indígena, ambulâncias e novos centros de reabilitação e saúde mental

A saúde pública no extremo-sul da Bahia receberá novos investimentos para ampliar o atendimento à população. Na sexta-feira (16), o Governo do Estado anunciou e formalizou ações em Porto Seguro e Eunápolis, incluindo a entrega de um tomógrafo, a construção de cinco unidades de saúde indígena e a implantação de dois centros especializados.
As iniciativas foram apresentadas pela secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, durante agenda na região, com a participação de representantes do Ministério da Saúde e autoridades locais.
Hospital de Porto Seguro recebe tomógrafo de R$ 2,8 milhões
O Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM), em Porto Seguro, passou a contar com um novo equipamento de tomografia computadorizada, adquirido por R$ 2,8 milhões.
O aparelho permitirá ampliar a realização de exames de imagem, contribuindo para diagnósticos mais precisos e maior agilidade no atendimento aos pacientes da unidade, vinculada à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Durante a entrega, Roberta Santana destacou a importância do investimento para fortalecer a assistência hospitalar.
“Estamos entregando um novo tomógrafo para garantir a realização dos exames e dar mais segurança e agilidade ao atendimento dos pacientes. Nosso compromisso é assegurar que o Hospital Luís Eduardo Magalhães tenha condições ainda mais adequadas para prestar assistência à população de Porto Seguro e de toda a região, fortalecendo o SUS e ampliando a qualidade dos serviços oferecidos”, destacou a secretária.
Comunidades indígenas terão cinco novas unidades de saúde
Outro anúncio realizado em Porto Seguro foi a assinatura da ordem de serviço para a construção de cinco Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSi), com investimento previsto de R$ 16 milhões.
As estruturas serão implantadas nas aldeias Boca da Mata, Pé do Monte II, Barra Velha, Bugigão e Imbiriba.
A proposta é ampliar o acesso das comunidades indígenas aos serviços de atenção primária, oferecendo instalações adequadas às necessidades dos moradores e respeitando suas particularidades culturais.
“Estamos construindo Unidades Básicas de Saúde Indígena adequadas às necessidades das comunidades, respeitando sua cultura e garantindo estrutura e sustentabilidade. Essa parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado é fundamental para assegurar não apenas a infraestrutura, mas também profissionais, insumos e cuidado contínuo, fortalecendo o SUS e ampliando o acesso à saúde dos povos indígenas na Bahia”, pontuou Roberta Santana.
A programação também contou com a presença do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, e da superintendente de Políticas para os Povos Indígenas da Bahia, Patrícia Pataxó.
Além das obras anunciadas, duas ambulâncias do Ministério da Saúde foram entregues, sendo uma destinada ao Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães e outra ao município de Caravelas.
Eunápolis terá novos centros de reabilitação e saúde mental
Em Eunápolis, o Governo da Bahia também autorizou a construção de duas unidades especializadas: um Centro Especializado em Reabilitação (CER III) e um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS III).
Os equipamentos serão construídos em uma área localizada às margens da BR-367, no bairro Antares. A previsão apresentada pelo governo é que as obras sejam concluídas em 12 meses.
O Centro Especializado em Reabilitação receberá investimento de R$ 12,8 milhões. A unidade será destinada ao atendimento de pessoas que necessitam de acompanhamento especializado, oferecendo serviços de diagnóstico, tratamento e reabilitação.
O CER III também deverá atuar na concessão, adaptação e manutenção de tecnologias assistivas, funcionando como referência para a rede regional de saúde.
Já o novo CAPS III contará com recursos de R$ 7,1 milhões e será voltado ao atendimento de pessoas em sofrimento psíquico intenso.
O serviço terá equipes multiprofissionais, incluindo médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e profissionais de enfermagem, responsáveis pelo acompanhamento clínico e psicossocial dos pacientes.
A unidade também oferecerá suporte aos familiares e articulação com outros serviços da rede pública de saúde.
Investimentos ultrapassam R$ 38 milhões
Somados, os valores informados para o tomógrafo, as cinco unidades indígenas e os dois centros especializados chegam a R$ 38,7 milhões.
As medidas contemplam diferentes áreas da assistência pública, desde a atenção básica e os exames diagnósticos até os serviços de reabilitação e saúde mental.
Com as entregas e obras autorizadas, a expectativa é ampliar a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) e facilitar o acesso da população do extremo-sul baiano aos atendimentos especializados.



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