Salvador revela investimento recorde na cultura e novo mapa de equipamentos

Ações incluem a entrega do Teatro Vila Velha requalificado, a nova Casa Letieres Leite e a expansão dos espaços Boca de Brasa nos bairros

Salvador
Salvador revela investimento recorde na cultura e novo mapa de equipamentos
Fotos: Igor Santos / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador destinou R$ 1,8 bilhão à área cultural nos últimos cinco anos. O balanço contempla R$ 1,3 bilhão aplicados em programas de fomento à produção artística, R$ 415,3 milhões na construção e requalificação de equipamentos públicos e R$ 15,4 milhões voltados à preservação do patrimônio histórico da capital baiana.

Entre os projetos recentes estão a entrega da Casa de Espetáculos Letieres Leite, no Comércio, e as obras de requalificação do Teatro Vila Velha, no Centro. O conjunto de intervenções nos últimos anos abrange ainda a criação de espaços como a Cidade da Música da Bahia, a Casa das Histórias de Salvador, o Arquivo Público Municipal, a Galeria Mercado, a Casa do Carnaval, o Memorial 2 de Julho, a Casa do Rio Vermelho, os espaços Pierre Verger e Carybé, o Memorial das Baianas, o Espaço Cultural da Barroquinha e a reforma da Senzala do Barro Preto, no Curuzu.

O secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Alexandre Reis, ressaltou o papel da infraestrutura na difusão artística: “Estamos ampliando e modernizando essa rede em diferentes regiões da cidade. A entrega da Casa de Espetáculos Letieres Leite, no Comércio, e a requalificação do Teatro Vila Velha mostram isso de forma muito concreta. São equipamentos com características diferentes, mas que cumprem uma mesma missão: ampliar as possibilidades de criação, circulação e acesso à cultura. No caso do Vila Velha, por exemplo, estamos devolvendo à cidade um patrimônio cultural com estrutura renovada, mais acessível, segura e preparada para receber a produção artística contemporânea”.

O diretor de Cidadania Cultural da Secult, Chicco Assis, detalhou que os centros culturais estimulam a cadeia produtiva e o desenvolvimento social. “Para além de serem essenciais à preservação, difusão, fruição e formação artística e cultural, são ambientes de estímulo à imaginação, à inventividade e à criatividade. São ambientes propícios às elaborações identitárias, ao fortalecimento da autoestima, ao desenvolvimento humano, social e econômico. A cultura, as artes, a criatividade cumprem um importante papel na árdua missão de reencantamento do mundo”, disse.

A política de descentralização também levou unidades do projeto Boca de Brasa para bairros afastados do Centro, a exemplo de Vista Alegre, Valéria e Cajazeiras. “A descentralização dos equipamentos e de outras políticas culturais é essencial para romper com a exclusão social que atinge a população dos bairros afastados do centro. Ter um espaço que possibilite aos artistas e grupos culturais da periferia criar, produzir e apresentar ‘no quintal de casa’, que possibilite à população fruir a arte local e de outras regiões, é garantir a essas pessoas o pleno exercício da cidadania”, acrescentou Chicco Assis.

A rede de fomento da capital abrange ainda programas estratégicos como o SalCine, focado na indústria audiovisual, a iniciativa Mulheres Negras em Movimento e o projeto Novembro Salvador Capital Afro.

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