Rui Costa propõe mudanças na Justiça e defende criação do Ministério da Segurança Pública
Em entrevista, ex-ministro afirmou que combate ao crime exige integração entre União, estados, polícias, Ministério Público e Judiciário

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, defendeu mudanças no sistema de Justiça e na estrutura de segurança pública para combater a criminalidade no Brasil. Em entrevista a Mário Kertész, ele afirmou que o enfrentamento ao crime exige integração entre as forças de segurança, Ministério Público e Judiciário.
Segundo Rui, a percepção de impunidade alimenta a insatisfação da população. “O povo resume assim: a polícia prende, a Justiça solta”, afirmou.
Para o ex-ministro, a falta de punição contribui para o avanço da criminalidade. “A impunidade é irmã gêmea da criminalidade. Toda vez que a impunidade cresce, a criminalidade também cresce”, declarou.
Rui Costa também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional. Segundo ele, a proposta pode ampliar a integração entre União, estados e municípios. O ex-ministro afirmou ainda que Lula pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.
Na avaliação de Rui, o combate às facções criminosas precisa de uma estratégia nacional, já que esses grupos atuam além das fronteiras estaduais. Ele também defendeu a atualização da legislação e da Lei de Execuções Penais.
Ao falar sobre crimes graves, Rui defendeu penas mais rigorosas e citou os casos de homicídio.
“O mais sagrado na nossa existência é a vida humana, que é criada por Deus. Nenhum ser humano tem o direito de tirar uma vida, seja ela quem for. Portanto, não é admissível que uma filha mate a mãe ou o pai para ficar com herança e três, quatro anos depois esteja em liberdade”, disse.



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