Rui Costa enfatiza expansão da saúde pública e defende respeito ao pacto federativo durante 2 de Julho
Rui relembrou dificuldades enfrentadas em sua administração junto à esfera federal anterior na contratualização de leitos de UTI

O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou o modelo de governança e a entrega de investimentos estruturantes promovidos pelo seu grupo político na Bahia ao conceder entrevista a jornalistas durante a tradicional caminhada cívica do 2 de Julho, em Salvador.
O ex-governador defendeu que as ações estaduais nos municípios são balizadas estritamente pelas demandas da população, sugerindo que a atual gestão mantém um fluxo de cooperação institucional que independe de alinhamentos partidários locais.
Rui relembrou dificuldades enfrentadas em sua administração junto à esfera federal anterior na contratualização de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pontuando a importância de se blindar o atendimento à saúde de disputas eleitorais.
A infraestrutura hospitalar foi apresentada pelo ex-ministro como um indicador consolidado de descentralização e eficiência gerencial.
Segundo Rui Costa, a Bahia ocupa a segunda posição nacional em volume de hospitais públicos geridos pelo Estado, contabilizando 57 unidades — superada apenas por São Paulo, que possui 94 estruturas.
Ele enfatizou que a interiorização de serviços de alta complexidade, como oncologia, neurocirurgia e cardiologia, preencheu lacunas históricas na assistência médica regional.
O ex-gestor acrescentou que a rede estadual segue em expansão com o andamento das obras de seis novos hospitais regionalizados, programados para inauguração até o início do próximo ano.
Ao ser interpelado sobre críticas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ex-ministro da Cidadania e pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), Rui Costa minimizou as contestações, argumentando que o debate público deve se concentrar na avaliação do legado e das ações efetivas em benefício do território baiano.
O ex-governador observou que o oponente, de origem pernambucana, apresenta visões distintas sobre as dinâmicas sociais e a identidade histórica associadas à data magna da Bahia.
Questionado sobre os desdobramentos das investigações em âmbito federal que mencionam os nomes do senador Jaques Wagner (PT) e do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) no chamado caso Master, Rui Costa defendeu que todos os procedimentos apuratórios sejam conduzidos com rigor e isenção pelos órgãos de controle.
O ex-ministro salientou a necessidade de se assegurar o amplo direito de defesa e o contraditório para as partes citadas — incluindo os esclarecimentos devidos sobre movimentações e contratos de consultoria empresarial —, manifestando expectativa de que o Ministério Público e o Poder Judiciário delimitem as responsabilidades legais com base em critérios técnicos.
“A gente investe nas cidades pelo interesse da população. Essa é uma diferença entre nós e a oposição. Quando eu fui governador, enfrentamos dificuldades para o repasse de recursos federais destinados a leitos de UTI, mas nós não agimos com reciprocidade partidária; não desamparamos os municípios com base em posicionamentos eleitorais de prefeitos. A área da saúde representa essa forte expansão que nós fizemos, garantindo no interior serviços que não existiam no passado, como cardiologia, neurocirurgia e tratamento de câncer. Sobre investigações, entendo que toda apuração precisa ser realizada com amplo direito de defesa para todos os citados, para que a Justiça esclareça de fato as responsabilidades”, declarou o ex-ministro Rui Costa.



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