Rosemberg Pinto associa secretário de Saúde de Salvador ao bolsonarismo e critica gestão do setor na capital
Parlamentar petista associou comportamento digital e postura administrativa do secretário às práticas retóricas do bolsonarismo

O líder do bloco governista na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), disparou duras críticas contra a condução da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) pelo atual titular da pasta, o advogado Rodrigo Alves.
O parlamentar petista associou o comportamento digital e a postura administrativa do secretário municipal às práticas retóricas do bolsonarismo, relembrando que o atual auxiliar do prefeito Bruno Reis exerceu o cargo de superintendente regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Bahia durante o mandato presidencial de Jair Bolsonaro.
Para o líder do governo Jerônimo Rodrigues, a atuação do secretário nas redes sociais é pautada por narrativas descoladas da realidade operacional do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital.
“E não poderia ser diferente, ele foi superintendente do Ibama na Bahia durante o governo de Jair Bolsonaro. Quem tem boca fala o que quer e ele agora anda fazendo vídeo, dizendo que as maternidades estaduais são ineficientes e as demandas estão sendo atendidas pelo precário serviço oferecido pela prefeitura de Salvador. Um completa inverdade!”, disparou o deputado estadual Rosemberg Pinto, ao classificar as manifestações virtuais do secretário municipal como típicas do bolsonarismo.
O ponto central do embate político e técnico entre as esferas estadual e municipal gira em torno da regulação e do atendimento materno-infantil em Salvador. Rosemberg rebateu publicamente uma série de conteúdos audiovisuais publicados pelo secretário municipal, nos quais Alves apontava supostas ineficiências na rede de maternidades gerida pelo Governo do Estado e argumentava que o município vinha absorvendo demandas acima de sua competência.
O deputado estadual classificou as declarações como inverídicas e contra-atacou o Palácio Thomé de Souza, cobrando explicações públicas sobre o longo histórico de entraves burocráticos e operacionais que atrasou por 14 anos a inauguração da primeira maternidade municipal de Salvador, unidade que, segundo a bancada governista da Alba, ainda não atingiu sua capacidade total de funcionamento.
A crítica do parlamentar do PT estendeu-se ao núcleo político que comanda a capital baiana, atingindo diretamente o prefeito Bruno Reis e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil). Rosemberg argumentou que a escolha de um perfil sem formação ou trajetória técnica na área de saúde pública para gerir o maior orçamento setorial do município reflete uma prioridade de natureza puramente político-partidária.
O líder governista resgatou reportagens de circulação nacional do período em que Rodrigo Alves chefiava o Ibama no estado, apontando que o atual secretário esteve no centro de controvérsias envolvendo a anulação de sanções ambientais e a liberação de licenças para empreendimentos imobiliários de alto padrão na capital e no litoral norte, utilizando o histórico para questionar a orientação social da gestão municipal.
“Quando superintendente do Ibama, o advogado Rodrigo Alves, que também era sócio de uma empresa imobiliária, ganhou as páginas da imprensa nacional por ter cancelado multas de infrações ambientais e liberado empreendimentos de luxo em Salvador e Praia do Forte. Mas este é o perfil de gestor que combina com o sistema de governo de Bruno Reis e ACM Neto: eles governam para os ricos”, completou o líder do governo na Alba, ao criticar os critérios de escolha do primeiro escalão de Salvador.



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