Rosemberg Pinto aponta dados do IPS e desemprego como “legado de abandono” de ACM Neto em Salvador

Para deputado, indicadores socioeconômicos desconstroem discurso de modernidade sustentado pela administração municipal

Política
Rosemberg Pinto aponta dados do IPS e desemprego como “legado de abandono” de ACM Neto em Salvador
Foto: Joilson César/Serin Bahia

O relatório do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20), acendeu o debate político ao posicionar Salvador como a quarta capital brasileira com a pior qualidade de vida no país. O estudo avalia o desempenho dos 5.570 municípios em uma escala de 0 a 100, considerando pilares como necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Salvador alcançou a nota 62,18, fixando-se na 24ª posição entre as 27 capitais, abaixo da média nacional de 63,40.

O cenário ganha contornos ainda mais críticos quando cruzado com os dados da PNAD Contínua Trimestral, publicados pelo IBGE em 14 de maio, que apontam a capital baiana com a maior taxa de desocupação do Brasil, atingindo 10,2% no primeiro trimestre de 2026 — enquanto a média nacional recuou para 6,1%. Para o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), os indicadores socioeconômicos desconstroem o discurso de modernidade sustentado pela administração municipal e expõem falhas estruturais acumuladas nos últimos anos.

O parlamentar governista chamou a atenção para o componente de “Inclusão Social” do IPS, no qual Salvador obteve apenas 39,09 pontos, amargando a posição 5.234 no ranking geral, o que a coloca entre os últimos 336 municípios do país nesse quesito. Rosemberg destacou que áreas essenciais como nutrição, cuidados médicos básicos e educação básica apresentam desempenhos alarmantes, com registros graves de subnutrição, mortalidade infantil, abandono escolar e altas taxas de reprovação na rede de ensino. Ele relembrou ainda os dados do Censo de 2022, que revelaram que 42,7% dos soteropolitanos residem em favelas e comunidades, além de a cidade liderar os índices de evasão populacional.

“Os resultados expõem as consequências do modelo de gestão de ACM Neto e seu grupo à frente da prefeitura. Essa turma é quem quer tomar conta da Bahia, mas o povo vai dizer não mais uma vez. Não há propaganda que resista aos dados. Esse é o legado de ACM Neto e seu grupo à frente da gestão municipal”, afirmou o petista, criticando o contraste entre as campanhas publicitárias da prefeitura e a realidade socioeconômica enfrentada pelos moradores da capital e da Região Metropolitana.

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