Ronaldo Mansur promete ampliar hospitais e realizar novos concursos para a saúde na Bahia
Candidato do PSOL criticou terceirizações e defendeu que o Estado assuma diretamente a gestão dos serviços de saúde

O candidato ao governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, defendeu nesta quarta-feira, 19, a ampliação da rede pública de saúde e a realização de novos concursos públicos para a contratação de profissionais no Estado.
Segundo postulante sabatinado pelo Grupo A TARDE, Mansur também criticou o modelo de terceirização utilizado na área e afirmou que, caso seja eleito, pretende aumentar a participação direta do governo estadual na gestão da saúde.
Mansur promete ampliar rede de hospitais
Durante a sabatina, o candidato afirmou que pretende construir mais hospitais na Bahia e ampliar a contratação de profissionais por meio de concursos públicos.
Mansur também citou o último concurso realizado para a área da saúde no Estado e afirmou que a seleção ocorreu em 2008.
“É preciso que a gente assuma a responsabilidade. Vamos construir muito mais hospitais e vamos ter uma economia a partir do momento que a gente faça contratações de profissionais através dos concursos públicos. O último concurso realizado para a área de saúde na Bahia foi em 2008”, criticou.
Candidato critica terceirização
Mansur também direcionou críticas ao modelo de contratação de profissionais por meio de empresas terceirizadas.
Segundo ele, a modalidade pode contribuir para a precarização das condições de trabalho e provocar atrasos no pagamento de profissionais que atuam na rede de saúde.
O candidato citou relatos de médicos e enfermeiros que, segundo ele, chegam a passar meses sem receber os salários.
“O governo adotou uma modalidade de contratação via PJ e, com isso, há uma precarização dos trabalhos. Escutamos relatos de médicos e enfermeiros que ficam sem receber salário por dois, três ou quatro meses”, reforçou.
Para Mansur, a responsabilidade pela gestão dos serviços deve voltar a ser concentrada no Estado.
“Ou seja, o governo contrata uma empresa terceirizada, que não repassa o salário, e quem perde é a população. Por isso, queremos puxar para o Estado a responsabilidade de gerir a saúde”, afirmou.



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