Roma mira combate ao crime organizado e diz que Bahia precisa destravar investimentos
Segundo o candidato, a Bahia estaria permitindo o avanço de organizações criminosas em seu território

O candidato ao Senado João Roma (PL) defendeu o endurecimento das ações de combate ao crime organizado e afirmou que o estado precisa superar entraves de infraestrutura para voltar a atrair investimentos. As declarações foram dadas durante sabatina promovida pelo Grupo A Tarde nesta segunda-feira (10).
Ao ser questionado sobre medidas que poderia adotar no Senado, caso eleito, para auxiliar o próximo governador no enfrentamento à violência, Roma afirmou que o Congresso pode contribuir com recursos, articulação entre órgãos de segurança e mudanças na legislação.
Segundo o candidato, a Bahia estaria permitindo o avanço de organizações criminosas em seu território. “A Bahia deixou a rédea solta e parece que virou um lugar convidativo, o crime organizado está se instalando”, afirmou.
“Leis mais duras”
Roma citou episódios de violência registrados no extremo sul do estado para defender uma atuação mais rigorosa contra grupos criminosos. O candidato também afirmou que o Senado pode contribuir para o enfrentamento da violência contra a mulher e defendeu leis mais duras para crimes violentos.
“É fundamental que existam pessoas que possam sim afirmar essas realidades, que possam oferecer leis mais duras, tanto em relação à violência contra a mulher, onde a Bahia tem, infelizmente, sido um destaque”, declarou.
Recursos para forças de segurança
Na avaliação do candidato, uma das formas de atuação do Senado no combate à violência é por meio da destinação de recursos para as forças de segurança. Roma defendeu que policiais tenham melhores equipamentos e maior estrutura para enfrentar organizações criminosas.
“O Senado pode sim destinar recursos para que os nossos policiais possam estar melhores equipados, que possam ter acesso realmente a uma ofensiva clara perante aqueles que hoje tentam intimidar até mesmo as forças policiais do estado da Bahia”, afirmou.
Roma também defendeu uma articulação entre os governos estadual e federal, além da atuação conjunta das forças policiais.
“O Senado da República pode sim ser um grande parceiro nessa caminhada através de envio de recursos, de ações articuladas, de pressão perante organismos da polícia, tanto federal quanto a Força Nacional, junto ao Ministério da Justiça”, disse.
O candidato ainda afirmou que o Judiciário precisa ser mais efetivo na punição de criminosos e criticou o que considera uma legislação branda diante de crimes violentos.
Infraestrutura como entrave para investimentos
Além da segurança, Roma afirmou que a Bahia precisa superar problemas de infraestrutura e burocracia para conseguir ampliar investimentos e gerar oportunidades econômicas. Segundo ele, o estado estaria “contido” e precisaria “soltar suas amarras para o desenvolvimento”.
“Você chega no extremo sul do estado, você vê uma área completamente abandonada, desprovida da presença do governo do estado. Não falo nem dos investimentos, mas talvez dessas interlocuções que às vezes atrapalham muito as pessoas lá”, afirmou.
Roma citou ainda dificuldades enfrentadas por produtores rurais e criticou entraves burocráticos para atividades como a perfuração de poços artesianos destinados à irrigação.
“Por toda a Bahia, por onde se anda, você vê carência de infraestrutura. Coisas triviais, como esse vexame da 324, que é o principal eixo de interligação da capital com o restante do estado”, declarou.
Roma também criticou a situação da BR-101 e mencionou a demora na reconstrução da ponte sobre o rio Jequitinhonha, no extremo sul da Bahia, após a estrutura ser destruída pelas fortes chuvas.
“Você vê a BR-101 que, de norte a sul do Brasil, já está praticamente toda duplicada. E aqui na Bahia parece que esqueceram, mesmo com mais de 16 anos de total sintonia entre o governo do estado da Bahia e o governo federal”, afirmou.



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