Robinson rebate ACM Neto e contrapõe crítica com legado social do PT na Bahia
Para o parlamentar, Neto desconsidera o passado e tenta reescrever a história recente da Bahia

Após a declaração do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB), de que a Bahia seria “um estado rico com um povo pobre”, o embate político no estado foi intensificado. Ao criticar quase duas décadas de governos petistas, o deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu a fala do pré-candidato ao Executivo estadual.
Para o parlamentar, Neto desconsidera o passado e tenta reescrever a história recente da Bahia. Segundo ele, foi durante o período de domínio do grupo político liderado por Antônio Carlos Magalhães, avô do ex-prefeito, governou o estado por três mandatos não consecutivos ( 1971–1975, 1979–1983 e 1991–1994).
“O que era a Bahia antes de 2007? Um estado com concentração de renda, baixa presença do Estado no interior e acesso restrito a serviços básicos. A pobreza era ainda mais profunda e invisibilizada”.
Robinson afirma que, ao contrário do que diz ACM Neto, os governos do PT promoveram uma mudança no modelo de desenvolvimento, com políticas voltadas à inclusão social e à interiorização dos investimentos.
O deputado destaca a ampliação da rede de saúde, com a implantação de hospitais regionais e policlínicas, além da expansão do acesso à educação, com novas universidades, institutos federais e ensino técnico.
No semiárido, que corresponde a 283 dos 417 municípios, Robinson ressalta programas de abastecimento de água, construção de cisternas e projetos de irrigação que, segundo ele, impulsionaram a agricultura e reduziram a vulnerabilidade social. “Houve mudança concreta na vida das pessoas, especialmente fora da capital”.
O parlamentar também amplia as críticas ao direcioná-las à gestão municipal de ACM Neto e seu grupo em Salvador. De acordo com ele, a capital apresenta indicadores preocupantes, como alta desigualdade, déficit de creches, baixa cobertura de atenção básica em saúde e aumento da população em situação de rua. Dados também apontam desemprego elevado e carências urbanas persistentes.
Para Robinson, a crítica de ACM Neto “inverte a lógica dos fatos”. “Se ainda há desafios, eles são herança de um modelo antigo, excludente, que os governos do PT começaram a corrigir com políticas públicas mais amplas e inclusivas”.



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