Recôncavo ganha novo Centro de Documentação e Memória

Segundo o governo estadual, a proposta é consolidar o equipamento como referência para pesquisa

Bahia
Recôncavo ganha novo Centro de Documentação e Memória
Foto: Fernando Barbosa/IPAC

O Recôncavo Baiano passou a contar com um novo espaço voltado à preservação, pesquisa e difusão das memórias e saberes do território. Instalado no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, na Enseada do Caboto, em Candeias, o Centro de Documentação e Memória do Recôncavo foi inaugurado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), em parceria com a Fundação Pedro Calmon (FPC), unidades vinculadas à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), na tarde desta quinta-feira (14).

Durante a cerimônia, o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho, destacou a relação entre memória, patrimônio e pertencimento. “É um dia emblemático para o povo preto, que nos faz refletir sobre o nosso lugar na sociedade, em sintonia com o novo conceito do museu, que passa a recontar a história a partir das narrativas africanas e indígenas. O Centro é uma semente plantada agora para ser fortalecida ao longo do tempo, atraindo pesquisadores, parcerias e novas produções de conhecimento”, afirmou.

A inauguração integrou uma programação especial voltada à valorização das narrativas negras, populares e das memórias coletivas do território.

Memória e pesquisa

Desenvolvido com contribuição técnica do Centro de Memória da Bahia, vinculado à FPC, o Centro de Documentação e Memória do Recôncavo reúne cartas, fotografias, livros, atas, jornais e arquivos digitais relacionados às práticas sociais, culturais e históricas do território e do próprio museu.

Segundo o governo estadual, a proposta é consolidar o equipamento como referência para pesquisa, formação e preservação das narrativas do Recôncavo Baiano.

Durante o processo de organização do acervo, foram encontrados panfletos datilografados e ilustrados sobre a história do Museu do Recôncavo. As peças foram emolduradas e incorporadas à exposição permanente do espaço.

Exposições

Como parte da programação de abertura, foram inauguradas duas exposições alinhadas aos eixos de memória, identidade e patrimônio. A mostra Fragmentos da Memória, do Arquivo Público do Estado da Bahia, reúne 40 retratos produzidos com uso de Inteligência Artificial a partir de documentos históricos, como cartas de alforria, registros de compra e venda e títulos de residência de africanos libertos.

Já a exposição OUNJE ORISÁ – Comida de Orixá, do artista André Fernandes, instalada na cozinha do museu, apresenta registros fotográficos sobre os sentidos simbólicos, rituais e culturais da alimentação nas religiões de matriz africana.

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