Receita libera consulta ao 4º lote do Imposto de Renda; veja quem recebe

Mais de 521 mil restituições estão previstas no novo lote do IRPF 2026; pagamento será realizado no dia 31 de agosto

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Receita libera consulta ao 4º lote do Imposto de Renda; veja quem recebe
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A Receita Federal abre, a partir das 9h desta segunda-feira (24), a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, serão pagos R$ 1,238 bilhão a contribuintes prioritários e não prioritários.

O lote contempla 521.935 restituições, incluindo valores residuais referentes a exercícios anteriores. O dinheiro será creditado nas contas dos contribuintes no dia 31 de agosto.

No lote anterior, pago em 31 de julho, 2.743.200 contribuintes receberam a restituição do Imposto de Renda 2026.

Quem terá prioridade no quarto lote?

Dos R$ 1,238 bilhão previstos para pagamento, R$ 704,1 milhões serão destinados a contribuintes que possuem prioridade legal. A distribuição será da seguinte forma:

  • 16.850 restituições para contribuintes com mais de 80 anos;
  • 86.873 restituições para contribuintes entre 60 e 79 anos;
  • 9.029 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave;
  • 26.769 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Também serão contempladas 338.912 restituições de contribuintes que, apesar de não terem prioridade prevista em lei, ganharam preferência por terem utilizado a Declaração Pré-Preenchida e/ou escolhido o Pix como forma de recebimento.

Outras 43.502 restituições serão destinadas aos demais contribuintes não prioritários.

Como consultar a restituição do Imposto de Renda 2026

Para saber se está incluído no quarto lote, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal, entrar na página “Meu Imposto de Renda” e selecionar “Consultar minha restituição”.

O serviço apresenta informações sobre o andamento da restituição e orientações para o contribuinte. Uma consulta mais detalhada também pode ser realizada por meio do extrato de processamento da declaração disponível no e-CAC.

Caso sejam encontradas pendências ou informações incorretas, é possível enviar uma declaração retificadora para corrigir os dados.

A Receita Federal também disponibiliza a consulta por aplicativo para smartphones e tablets. Pela ferramenta, o contribuinte pode acompanhar a liberação da restituição e verificar a situação cadastral do CPF.

Como é feito o pagamento da restituição?

A restituição é depositada exclusivamente em conta bancária pertencente ao titular da declaração. Caso existam problemas na conta ou erros nos dados bancários informados, o crédito pode não ser realizado.

Nessa situação, o contribuinte poderá pedir o reagendamento do pagamento pelo Banco do Brasil, desde que a solicitação seja feita dentro do período de até um ano após a primeira tentativa de crédito.

O procedimento pode ser solicitado pelo portal do Banco do Brasil ou pela Central de Relacionamento BB, nos números:

  • 4004-0001, para capitais;
  • 0800-729-0001, para outras localidades;
  • 0800-729-0088, para pessoas com deficiência auditiva.

Para reagendar, será necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois da solicitação, o contribuinte deverá aguardar uma nova tentativa de depósito.

Se o dinheiro não for resgatado no prazo de um ano, o pedido deverá ser realizado pelo Portal e-CAC, seguindo o caminho: Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda > Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.

Projeto prevê isenção do Imposto de Renda para profissionais da segurança

Em outra discussão envolvendo o Imposto de Renda, a proposta que estabelece isenção para profissionais da segurança pública avançou na Câmara dos Deputados na quarta-feira (15).

O Projeto de Lei (PL) 5.814/2025 recebeu aprovação da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e ainda passará por outras comissões antes de chegar ao plenário.

A proposta é de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) e teve parecer favorável do relator, deputado André Fernandes (PL-CE). Segundo o parlamentar, a medida seria uma forma de reconhecer os riscos enfrentados diariamente pelos profissionais da área.

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