Randerson Leal cobra maior participação popular em conselho do Plano de Segurança de Salvador

Segundo o parlamentar, das 11 emendas apresentadas pela oposição durante as discussões nas comissões conjuntas da Câmara, apenas três foram acatadas

Política Salvador
Randerson Leal cobra maior participação popular em conselho do Plano de Segurança de Salvador
Foto: Sou da Bahia

Líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Randerson Leal (Podemos) afirmou que a bancada oposicionista pode apoiar o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, aprovado na última quarta-feira (6), caso o Executivo aceite alterações sugeridas pela oposição, principalmente relacionadas à composição do conselho previsto no projeto.

Segundo o parlamentar, das 11 emendas apresentadas pela oposição durante as discussões nas comissões conjuntas da Câmara, apenas três foram acatadas até o momento. Para Randerson, a principal reivindicação é ampliar a participação da sociedade civil organizada no Conselho Municipal de Segurança.

“Primeiro nós fizemos mais uma reunião da Comissão Conjunta, CCJ, Orçamento e Finanças e Transporte, e debatemos as emendas da oposição. Foram 11 emendas, dessas 11, três foram acatadas. Embora a principal, que nós estamos solicitando à bancada da situação para que possa aprovar, é justamente sobre a questão do conselho. O Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social prevê apenas 33 cadeiras e, dessas 33, apenas duas são de representação da sociedade civil organizada”, afirmou.

O vereador criticou a baixa representatividade popular prevista no colegiado e defendeu a inclusão de segmentos sociais diretamente impactados pela violência urbana em Salvador.

“O que a gente quer é aumentar esse número da sociedade para que ela possa ter representatividade. As pessoas que passam a dificuldade da segurança municipal aqui em Salvador precisam ser escutadas, precisam ser ouvidas. Poderia ter representante da juventude, de mulheres, dos negros, da sociedade civil organizada. Infelizmente, o plano não vem com grande representatividade”, declarou.

Randerson também questionou o fato de as duas vagas destinadas à sociedade civil serem indicadas pelo prefeito.

“Essas duas vagas serão indicadas pelo prefeito, o que a gente também está contestando. Então nós tiramos essa questão da indicação do prefeito. Ele apenas nomearia o que as organizações sociais disponibilizassem como nome da pessoa”, disse.

Randerson ainda revelou ter conversado com o líder do governo na Casa, vereador Kiki Bispo (UB), sobre uma possível negociação junto ao Executivo.

“Conversei agora com o líder da situação, o vereador Kiki, que está conversando com o Executivo, e existe a possibilidade agora, no plenário, de ser modificado. Se eles acatarem, nós vamos encaminhar pela aprovação do projeto. Se não acatar, nós vamos discutir mais uma vez aqui para saber se vota a favor ou até se abstém, porque não foram contempladas as emendas da qual a oposição está querendo contribuir para uma melhora do Plano Municipal de Defesa Social e de Segurança Pública”, concluiu.

O Plano prevê investimento de R$ 14,3 bilhões até 2035, com foco em tecnologia, ampliação da Guarda Civil Municipal (GCM) e ações preventivas. Entre as medidas previstas estão a instalação de 6,3 mil novas câmeras de vigilância, criação do Centro de Controle e Operações (CCO) no Lobato e realização de concurso público para ampliar o efetivo da GCM para até 3 mil servidores.

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