R$ 1 milhão por 90 minutos? Escalação do Vitória pode custar uma fortuna
Leão ignora multa contratual e coloca Cacá em campo contra o Corinthians

O Vitória decidiu bater o pé e escalar o zagueiro Cacá no duelo contra o Corinthians no último sábado (18), mas a escolha técnica trouxe um peso financeiro gigante. Existe uma cláusula no contrato de empréstimo que é bem clara: se o defensor entrar em campo contra o clube de origem, o Rubro-Negro precisa abrir o cofre. O valor? Nada menos que R$ 1 milhão.
Marcelo Paz manda o papo reto
O diretor de futebol do Timão, Marcelo Paz, não fez rodeios ao cobrar o pagamento publicamente. Segundo ele, não houve surpresa, já que os termos foram selados por ambas as diretorias antes mesmo da bola rolar.
O dirigente reforçou que o contrato é objetivo e que o Vitória sabia exatamente onde estava pisando ao optar pelo atleta para a partida. “Escalou, vai ter que pagar”, resumiu Paz.
“O contrato era muito claro de que se o Cacá fosse escalado tem que pagar um milhão de reais. Foi previamente acordado entre as duas equipes. O Vitória optou por escalar o Cacá”, afirmou o dirigente.
“Foi uma opção. Escalou, vai ter que pagar um milhão de reais. Isso aí é normal, contrato. O contrato é para ser cumprido”, completou.
A tentativa frustrada de negócio
Nos bastidores, a diretoria baiana até tentou uma jogada de mestre para se livrar da multa imediata. A ideia era antecipar a compra definitiva de Cacá — uma transação que gira em torno de R$ 15 milhões.
No entanto, o Corinthians não cedeu. Os paulistas mantiveram a postura firme de que o que foi assinado precisava ser cumprido à risca, recusando qualquer flexibilização ou renegociação de última hora.
“O Vitória propôs (comprar Cacá), mas o Corinthians não aceitou. O que está em contrato tem que ser cumprido”, declarou.
O futuro de Cacá no Barradão
Apesar do “prejuízo” pontual de R$ 1 milhão, o plano do Vitória em relação ao zagueiro não mudou. O clube ainda pretende exercer a compra dos direitos do jogador, que pertence ao Corinthians desde 2025 (quando foi comprado do Japão por cerca de R$ 24 milhões).
Para o Leão, Cacá é peça fundamental no elenco, e o custo extra da última rodada é visto como um risco calculado dentro do planejamento estratégico para manter o defensor no grupo até 2026.



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