Promessa pela cura do câncer vira campanha para as Obras Sociais Irmã Dulce

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Promessa pela cura do câncer vira campanha para as Obras Sociais Irmã Dulce

O jurista e atleta amador baiano Felipe Teixeira disputará a Maratona de Lisboa, em Portugal, no próximo sábado (10), para celebrar a cura de sua mãe, a advogada Nilzete Teixeira, que superou um diagnóstico de câncer de mama. A corrida de 42 quilômetros cumpre uma promessa feita no Santuário de Nossa Senhora de Fátima e foi transformada em uma campanha de doação em prol das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).

Nilzete foi diagnosticada com carcinoma invasivo em 2025 após antecipar exames de rotina. Devota de Santa Dulce dos Pobres e de Nossa Senhora, a advogada realizou duas cirurgias oncológicas e obteve a cura sem a necessidade de procedimentos invasivos, como quimioterapia. “Quando eu recebi a notícia, eu chorei naquele dia, mas no outro eu acordei com uma sensação muito forte de que tudo ia dar certo. Manter a fé foi muito importante nesse processo”, declarou.

Durante o tratamento da mãe, Felipe interrompeu compromissos no exterior para acompanhá-la no Brasil. “Naquele momento, o mais importante era estar ao lado dela e transmitir segurança”, afirmou o atleta. Sobre a escolha da prova de longa distância, ele destacou o nível de exigência pessoal: “Durante o período antes de ir ao Brasil, o que eu mais pedi, além da cura da minha mãe, foi que eu pudesse compartilhar essa dor com ela, para que ela não a sentisse sozinha”.

A decisão de arrecadar fundos para a OSID partiu de Nilzete, cuja avó já havia sido atendida no Hospital Santo Antônio. “Realizei o meu tratamento em hospitais privados, mas justamente por ter tido acesso a uma estrutura de saúde que garantiu meu acompanhamento, decidimos direcionar a mobilização para uma instituição que atende pessoas em situação de vulnerabilidade de forma inteiramente gratuita”, explicou a advogada.

Nilzete estará em Lisboa para acompanhar a prova e correr o trecho final ao lado do filho. “Meu objetivo primário não é finalizar os 42 km. É fazer os 41, porque no último minha mãe vai estar comigo, correndo junto”, afirmou Felipe. Sobre a jornada, o jurista concluiu: “Eu acho que esse sacrifício, da forma como a preparação foi feita, foi à altura da guerra que eu e minha mãe enfrentamos, da dor que a gente passou juntos, da preocupação e de tudo isso. Mas agora é um momento de gratidão. A dor e a tristeza já passaram”.

As doações do público brasileiro podem ser feitas via PIX pela chave umamaratona.muitasvidas@irmadulce.org.br. Para transferências internacionais, os canais estão disponíveis no perfil oficial da instituição no Instagram (@obrasirmadulce). Os recursos serão revertidos integralm

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