Professoras da rede recebem certificação em Meliponicultura
Formação sobre criação e manejo de abelhas nativas sem ferrão durou três meses e deve resultar em novas ações de educação ambiental na rede municipal

Professoras da rede municipal de Lauro de Freitas concluíram, nesta quinta-feira (17), uma formação que pretende ampliar as ações de educação ambiental dentro das escolas. As educadoras receberam os certificados do curso de Meliponicultura, dedicado à criação e ao manejo de abelhas nativas sem ferrão.
Promovida pela Bahia Transferência e Tratamento de Resíduos (BATTRE), a capacitação contou com apoio da Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). Durante três meses, as participantes tiveram contato com conteúdos relacionados à meliponicultura, à biodiversidade e à importância dos polinizadores para o equilíbrio dos ecossistemas.
A expectativa é que os conhecimentos adquiridos sejam levados para as unidades de ensino por meio de atividades pedagógicas e projetos de conscientização ambiental envolvendo os estudantes.
Responsável pela formação, Fábio Bastos explicou que um dos objetivos foi preparar as educadoras para multiplicarem o conteúdo aprendido. “Trabalhamos detalhadamente, durante três meses, a criação das abelhas sem ferrão, um conteúdo muito vasto. Fomos aprofundando cada assunto e tenho certeza de que o professor sai daqui habilitado para multiplicar esse projeto em outras esferas”, destacou.
Educação ambiental deve ganhar novas ações
Para o professor Cláudio Nogueira, responsável pela articulação das ações de Biodiversidade e Meio Ambiente da SEMED, a conclusão do curso abre uma nova fase para o trabalho desenvolvido nas escolas municipais.
“A conclusão dessa formação representa o início de uma nova etapa do trabalho de educação ambiental desenvolvido na rede municipal de ensino. A proposta é levar para os nossos alunos aquilo que os professores aprenderam durante o curso, sensibilizando-os para a educação ambiental e para a importância das abelhas sem ferrão na polinização da Mata Atlântica e de todo o bioma existente no entorno das escolas”, explicou.
Entre as participantes está a professora de Ciências Ana Maria Martins, da Escola Municipal Eurides de Santana. Bióloga, ela destacou que a capacitação apresentou conhecimentos que ainda não faziam parte de sua experiência profissional.
“Mesmo sendo bióloga, eu não conhecia metade do que aprendi aqui. Foi um curso muito rico e gostaria até que tivesse uma duração maior. Foi uma experiência maravilhosa e muito satisfatória, principalmente pela possibilidade de multiplicarmos esse conhecimento no município e para outras pessoas”, afirmou.
A professora de Ciências Adriana França, da Escola Municipal Miguel Arraes, em Itinga, também pretende inserir o assunto nas próximas atividades com os estudantes.
“A parte teórica que aprendemos já pode ser levada para os alunos, assim como algumas atividades práticas. A formação também contribuiu muito para ampliar a compreensão sobre o papel das abelhas na manutenção dos ecossistemas. Vale muito a pena participar!”, ressaltou.
Projeto prevê espaço para conhecer abelhas sem ferrão
Como continuidade da iniciativa, a SEMED pretende expandir as atividades relacionadas à meliponicultura na rede municipal. Entre os planos está a implantação de um espaço específico em uma unidade escolar para receber ações pedagógicas e visitas guiadas.
A proposta permitirá que os estudantes tenham contato mais próximo com as abelhas nativas sem ferrão e aprendam sobre o papel desses animais na polinização, na conservação da biodiversidade e no equilíbrio ambiental.
Com a iniciativa, o conhecimento adquirido pelas professoras durante a formação deverá chegar às salas de aula e contribuir para fortalecer as práticas de educação ambiental nas escolas municipais de Lauro de Freitas.



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