Pressão faz deputados baianos recuarem de emendas que adiam fim da escala 6×1

Parlamentares federais da Bahia foram a público para justificar posições

Política
Pressão faz deputados baianos recuarem de emendas que adiam fim da escala 6×1
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A tramitação da PEC 221/2019 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados intensificou os debates sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Diante de uma forte onda de pressão nas redes sociais e nas bases eleitorais, parlamentares federais da Bahia foram a público para justificar posições e, em alguns casos, formalizar a retirada de apoio a emendas que previam uma transição de até 10 anos para a implementação das novas regras trabalhistas.

Transição gradual e responsabilidade fiscal

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) defendeu que a assinatura de emendas de transição não significa um bloqueio às melhorias trabalhistas, mas sim uma busca por planejamento.

“Quem não quer trabalhar menos e viver melhor? O problema é fazer uma mudança dessa magnitude sem estudo econômico, sem planejamento e sem dizer quem vai pagar a conta”, argumentou Alden, frisando a necessidade de segurança jurídica para evitar impactos nocivos ao setor produtivo.

Esclarecimento e voto a favor do modelo 5×2

Por meio de suas redes sociais, o deputado Diego Coronel (PSD-BA) buscou conter ruídos de comunicação ao explicar o rito legislativo da matéria. Ele reforçou que o projeto ainda se encontra sob análise na Comissão Especial, não tendo passado por votação definitiva. O parlamentar assegurou seu posicionamento favorável ao trabalhador e cravou: “A matéria está em tramitação na comissão especial, na sequência irá para o plenário da Casa onde irei votar a favor da escala 5×2”.

Recuos formais e críticas a “narrativas políticas”

A deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA) optou por recuar formalmente. Em nota oficial, a parlamentar informou ter protocolado o requerimento para a retirada de sua assinatura de apoio à Emenda nº 02 da PEC, justificando que a decisão ocorreu após um exame mais detido e aprofundado do mérito da proposta, reiterando seu compromisso com o diálogo democrático.

No mesmo sentido, a deputada Roberta Roma (PL-BA) também protocolou a retirada de seu apoio à emenda de transição decenal, classificando o prazo de 10 anos como “longo demais”. A parlamentar aproveitou o momento para rebater críticas vindas do PT, lembrando que a autoria original da PEC 221/2019, que já estipulava o prazo de uma década para o atingimento da meta de 36 horas semanais, é do deputado petista Reginaldo Lopes (MG).

“Surreal que tentam construir narrativas mentirosas e que visam somente atacar os adversários. Infelizmente, parece que o PT não quer um debate sério, quer somente fazer rixa política”, criticou Roberta Roma, lembrando o seu histórico de coerência, visto que figurou no restrito grupo de cinco deputados do PL que assinaram a PEC 8/2025 (de autoria de Erika Hilton) pelo fim imediato do modelo 6×1.

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