Prefeitura inaugura Camelódromo da Engomadeira após investimento total de R$ 1,3 milhão

Novo equipamento ocupa área de 275 m² e conta com cobertura isotérmica, banheiros, iluminação em LED e estrutura para comerciantes informais

Bahia Salvador
Prefeitura inaugura Camelódromo da Engomadeira após investimento total de R$ 1,3 milhão
Foto: Igor Santos/ Secom PMS

A Prefeitura de Salvador entregou, neste domingo (27), o novo Camelódromo e Feira Livre da Engomadeira. Com investimento de aproximadamente R$ 1,3 milhão, o equipamento reúne 11 boxes de alvenaria e uma área destinada a 20 trabalhadores da feira.

Instalada na Rua da Engomadeira, a estrutura ocupa uma área de 275 m² em um terreno cedido pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb). O espaço recebeu cobertura isotérmica para proteger comerciantes, consumidores e mercadorias do sol e da chuva. Segundo a gestão municipal, o material reduz a concentração de calor e contribui para evitar o amadurecimento precoce de frutas e verduras.

Durante a inauguração, o prefeito Bruno Reis destacou as mudanças nas condições oferecidas aos trabalhadores informais e o reordenamento do comércio na região.

“Na entrada do bairro, já se vê outra cara. Antes, quem chegava aqui sabia como era a situação desses ambulantes, desses camelôs, que ficavam ocupando as calçadas trabalhando para garantir o seu sustento, mas sem condições mínimas de trabalho. Com a implantação do que nós estamos chamando de Feira Livre e Camelódromo da Engomadeira, organizamos a vida de todo mundo”, afirmou.

Os boxes também possibilitam que parte dos comerciantes mantenha as mercadorias armazenadas no próprio equipamento.

“Distribuímos as barracas galvanizadas e temos 11 boxes onde as pessoas podem fechar e guardar suas mercadorias. Os trabalhadores não precisam ficar mais naquela angústia de todo dia levar e trazer a mercadoria. Vão poder guardar tudo com segurança”, disse o prefeito.

Bruno Reis também afirmou que a iniciativa integra as ações municipais voltadas ao ordenamento do comércio informal e à convivência com os estabelecimentos formais.

“Como era antes? Cheio de barracas nas portas das lojas. As pessoas não conseguiam entrar nas lojas para comprar. Nós organizamos em toda a cidade, com diálogo, acima de tudo. Nunca antes na história dessa cidade os camelôs, ambulantes e feirantes foram tratados com tanta dignidade como estão sendo na nossa gestão”, enfatizou.

Novas intervenções

Durante a entrega, o prefeito citou intervenções realizadas em Novo Horizonte e Narandiba e anunciou que a administração municipal pretende avançar com outros projetos.

“Esse programa que nós temos feito por toda a cidade vem organizando e ordenando os espaços públicos, em especial os espaços dos feirantes. Só aqui nesta região, tivemos as últimas entregas em Novo Horizonte e Narandiba. E vamos, em breve, iniciar o Mercado de Tancredo Neves, cuja licitação foi lançada esta semana”, disse o prefeito.

Além dos boxes e da área da feira, o novo equipamento possui banheiros masculino, feminino e adaptado para pessoas com deficiência, espaço específico para descarte de lixo, iluminação em LED e pontos de energia destinados aos permissionários.

Obra realizada em três etapas

A implantação do Camelódromo e Feira Livre da Engomadeira ocorreu em três fases. A primeira envolveu uma contenção estrutural no terreno, com investimento aproximado de R$ 683 mil. Depois, pouco mais de R$ 301 mil foram destinados à construção dos 11 boxes, do galpão da feira, dos banheiros e do espaço para descarte de resíduos.

A etapa final contemplou a instalação da cobertura, com custo de aproximadamente R$ 292 mil. Somadas, as intervenções chegaram a quase R$ 1,3 milhão.

O secretário municipal de Ordem Pública, Décio Martins, afirmou que a implantação do equipamento atendia a uma demanda antiga da comunidade e dos trabalhadores.

“Quem vinha aqui na Engomadeira percebia, sobretudo no final de linha, a presença de barracas de chapa e de uma feira livre que estavam impedindo até o trânsito. Então, nós conseguimos esse terreno, que foi cedido pela Uneb. Fizemos primeiro uma contenção grande, no valor de mais de 600 mil reais, para que pudéssemos depois construir esses 11 boxes e essa feira livre. Mudou completamente. Você não vê mais barracas de chapa e traz dignidade para o trabalhador informal da Engomadeira”, afirmou Décio.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), Francisco Torreão, destacou os impactos esperados para comerciantes e consumidores.

“O espaço vem atender não apenas aos ambulantes, mas também toda a comunidade que utiliza esse comércio para fazer suas compras e atender às suas necessidades. Essa organização proporciona mais limpeza e melhores condições para todos que circulam pelo local. Será muito positivo tanto do ponto de vista financeiro quanto social, contribuindo para a qualidade de vida das pessoas”, disse Torreão.

Moradores e comerciantes avaliam novo espaço

Morador da Engomadeira há 40 anos, o aposentado José Raimundo Silva, de 68 anos, avaliou positivamente a mudança.

“A requalificação ficou muito boa. Quem mora aqui sabe como esse espaço precisava de melhorias. Agora, o camelódromo está mais organizado e oferece uma estrutura melhor tanto para os comerciantes quanto para quem vem fazer suas compras. É uma mudança importante para o bairro e para quem trabalha aqui todos os dias”, disse.

A comerciante Rosângela de Oliveira, que trabalha com o marido vendendo vegetais, destacou a proteção contra as condições climáticas.

“Com certeza essa requalificação feita pela Prefeitura vai melhorar muita coisa para nós, comerciantes. A gente trabalhava no sol e na chuva e não vai mais precisar passar por isso. A Prefeitura nos ouviu. A gente vivia uma situação que não era digna. Agora, com essa requalificação, acredito que vai melhorar muito o nosso trabalho, e também as vendas”, afirmou.

Já o ambulante Fábio Mota da Silva, que comercializa bolsas e mochilas, ressaltou a mudança na rotina de trabalho.

“Para mim, essa requalificação representa tudo. Trabalhei durante 22 anos tomando chuva e sol. Chegava às 6h da manhã e só saía às 17h. Depois que amputei o pé, ficou mais difícil e passei a trabalhar só até meio-dia. Agora, tenho uma estrutura melhor e posso trabalhar tranquilamente. Gostei muito das mudanças”.

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