PM é acusado de roubar drogas do PCC para abastecer o CV em esquema milionário

Polícia
PM é acusado de roubar drogas do PCC para abastecer o CV em esquema milionário
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Um policial militar está sendo investigado por suspeita de integrar um esquema criminoso que desviava carregamentos de drogas pertencentes ao Primeiro Comando da Capital (PCC) para abastecer integrantes do Comando Vermelho (CV). A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso e resultou na deflagração da Operação Tu Quoque.

De acordo com as apurações, o principal alvo da operação é o cabo da PM Philippe Thiago Figueiredo, apontado como um dos líderes da organização criminosa. Segundo os investigadores, o grupo atuava roubando entorpecentes armazenados por integrantes do PCC na região de fronteira e redistribuindo a droga para membros do CV na região metropolitana do estado.

As investigações indicam que a quadrilha era dividida em dois núcleos. Um deles era responsável por identificar depósitos de drogas ligados à facção paulista. O outro executava os roubos, transportava os entorpecentes e realizava a distribuição para traficantes associados ao Comando Vermelho. O policial militar teria papel estratégico na operação, coordenando a retirada das cargas e a separação do material para comercialização.

A Polícia Civil também apura um esquema de lavagem de dinheiro que teria sido utilizado para ocultar os lucros obtidos com o tráfico. Conforme a investigação, familiares dos suspeitos, empresas de fachada e até plataformas de apostas teriam sido utilizadas para movimentar recursos provenientes da atividade criminosa.

A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos integrantes do grupo. A partir daí, os investigadores conseguiram identificar outros envolvidos e detalhar o funcionamento da organização. Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria-Geral e instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta do policial. A corporação afirmou que não compactua com práticas criminosas envolvendo seus integrantes.

Comentários:

Ao enviar esse comentário você concorda com nossa Política de Privacidade.