PM afasta policiais após morte de Léo Lanches; câmeras corporais serão analisadas

A Polícia Militar da Bahia afastou das atividades operacionais os policiais da 49ª CIPM envolvidos na ocorrência que terminou com a morte de Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, durante uma ação no bairro de São Cristóvão, em Salvador.
Segundo a corporação, o comandante-geral determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar a atuação da equipe, enquanto a Polícia Civil conduz um inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte.
Em nota, a PM informou que as equipes empregadas na ocorrência utilizavam câmeras corporais. As gravações serão encaminhadas à Corregedoria da Polícia Militar e à Polícia Civil, juntamente com os demais elementos da investigação, para ajudar na reconstituição dos fatos.
A versão apresentada pela corporação aponta que os policiais realizavam patrulhamento na região quando houve uma situação envolvendo disparos de arma de fogo. Durante a ação, Leonardo foi encontrado ferido, socorrido ao Hospital Geral Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos. Já moradores e familiares contestam essa narrativa e afirmam que o vendedor de lanches foi atingido por disparos feitos durante a operação policial.
A morte provocou protestos em São Cristóvão. Manifestantes bloquearam vias, incendiaram um ônibus e cobraram justiça pelo caso, o que afetou a circulação do transporte público na região. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) informou que também acompanha as investigações e declarou solidariedade aos familiares da vítima.



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