Pix, WhatsApp e propina: esquema de policiais penais em presídio é detalhado

As investigações da Operação Sísifo revelaram como funcionava o esquema criminoso que permitia a entrada de celulares, drogas e outros materiais proibidos no Conjunto Penal de Feira de Santana. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), as negociações entre policiais penais e integrantes da organização criminosa eram realizadas por meio do WhatsApp, enquanto os pagamentos eram feitos via Pix.
As apurações apontam que os envolvidos recebiam altas quantias em dinheiro para facilitar o acesso dos objetos ilícitos à unidade prisional. Parte dos valores obtidos de forma ilegal teria sido usada na compra de gado, além da movimentação de centenas de milhares de reais incompatíveis com os salários dos servidores investigados.
O esquema começou a ser investigado em 2023, após a descoberta de sucessivas apreensões de celulares, drogas e outros materiais proibidos dentro do presídio. Segundo o MP-BA, a organização contava com divisão de tarefas e utilizava mecanismos para ocultar a origem do dinheiro obtido com a corrupção.
Na última semana, a Justiça condenou dez policiais penais e outros dois envolvidos pelos crimes de organização criminosa, corrupção, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e facilitação da entrada de objetos ilícitos em estabelecimento prisional. As penas variam conforme a participação de cada integrante no esquema.



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