Pesquisa da Setur-BA vai orientar investimentos e ações para fortalecer o turismo na Bahia

Levantamento iniciado em 2026 já ouviu 6.752 pessoas em eventos no estado; durante o São João, gasto médio por visitante foi de R$ 1.106,22

Bahia
Pesquisa da Setur-BA vai orientar investimentos e ações para fortalecer o turismo na Bahia
Foto: Divulgação/Ascom-Setur-BA

O Governo da Bahia retomou, em 2026, a Pesquisa Macro de Caracterização e Dimensionamento do Turismo Receptivo, iniciativa que busca identificar o perfil dos visitantes, avaliar os serviços turísticos e orientar investimentos no setor. Realizado pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), o levantamento reúne informações para apoiar o planejamento estratégico e ampliar a competitividade dos destinos baianos.

A pesquisa será realizada de forma contínua durante 18 meses, abrangendo períodos de alta e baixa temporada, festejos populares e grandes eventos com impacto na movimentação econômica e no fluxo de visitantes. As entrevistas são conduzidas por profissionais qualificados e bilíngues, que coletam dados sobre a origem dos turistas, os motivos da viagem, os meios de transporte e hospedagem utilizados, os gastos médios, o tempo de permanência e a avaliação dos serviços.

Segundo a chefe de gabinete da Setur-BA, Giulliana Brito, os resultados vão contribuir para identificar como os visitantes avaliam os destinos das 13 zonas turísticas da Bahia e orientar medidas para melhorar a infraestrutura, a promoção dos atrativos e a qualificação dos serviços.

“Os resultados da pesquisa são imprescindíveis para que tenhamos a dimensão e o entendimento de como os destinos das 13 zonas turísticas baianas estão sendo avaliados pelos visitantes. Eles vão nortear ações como estruturação e promoção do destino, qualificação dos serviços e tomada de decisões”, explicou.

Giulliana também destacou a importância de diversificar os produtos turísticos oferecidos no estado, com experiências que vão além dos segmentos tradicionais de sol e praia, cultura, religiosidade e gastronomia.

“A secretaria vem atuando fortemente na diversificação da oferta turística e na estruturação de segmentos potenciais que a Bahia reúne, para além do sol e praia, da religiosidade, cultura e gastronomia, entre tantos outros, disponibilizando para o turista novos produtos e experiências. Assim, os baianos ganham mais competitividade no tão disputado mercado do turismo”, completou.

A pesquisa macro marca a retomada de um trabalho interrompido em 2014. Nos últimos 12 anos, a Setur-BA realizou levantamentos pontuais e utilizou outras ferramentas para acompanhar tendências do mercado e as expectativas dos visitantes, especialmente após a pandemia de Covid-19.

Os resultados parciais do estudo são publicados no site do Observatório do Turismo da Bahia, à medida que os dados são consolidados, até a conclusão do levantamento.

O coordenador do curso de Tecnologia em Gestão do Turismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Floriano Barbosa Silva, ressaltou que estudos desse tipo também aproximam a produção acadêmica das necessidades dos destinos e de suas comunidades.

“As pesquisas são fundamentais para aproximar a produção acadêmica das necessidades da sociedade, contribuindo para o planejamento territorial, a qualificação profissional e valorização das comunidades locais, para o fortalecimento de um turismo responsável, inclusivo e sustentável”, afirmou.

Na etapa inicial, realizada em junho de 2026, foram coletados dados durante os festejos juninos de 22 municípios das 13 zonas turísticas baianas, na feira agropecuária Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, na região dos Caminhos do Oeste, e na celebração de Corpus Christi, em Rio de Contas, na Chapada Diamantina. Ao todo, 6.752 pessoas foram entrevistadas.

Entre os resultados relacionados ao São João, a hospitalidade recebeu a melhor avaliação, com aprovação de 89,8% dos entrevistados. Na sequência, apareceram o local do evento, com 87%; a segurança, com 86,1%; a decoração, com 83%; a limpeza, com 71,5%; e os artistas contratados, com 69,9%.

O levantamento também identificou o impacto econômico das viagens. Durante os festejos juninos, o gasto médio por visitante foi de R$ 1.106,22.

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