Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros apoia Michelle Bolsonaro em atrito com Flávio
O levantamento também investigou a percepção dos entrevistados sobre a motivação da ex-primeira-dama

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) reúne maior apoio da população brasileira do que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no desentendimento que se tornou público entre os dois, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento aponta que 42% dos entrevistados afirmam concordar mais com Michelle, enquanto 18% dizem apoiar Flávio.
De acordo com a pesquisa, 22% dos entrevistados afirmaram não concordar com nenhum dos dois, enquanto 3% disseram concordar parcialmente com ambos. Outros 15% não souberam responder ou preferiram não opinar.
A pesquisa também investigou a percepção dos entrevistados sobre a motivação da ex-primeira-dama. Para 34%, Michelle pretende disputar a Presidência da República no lugar de Flávio Bolsonaro. Outros 25% acreditam que a publicação dos vídeos foi uma forma de demonstrar oposição a alianças políticas das quais discorda, enquanto 16% entendem que ela reagiu aos ataques e desrespeitos que afirma ter sofrido.
A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.
Relembre o caso
O conflito entre Michelle e Flávio teve origem nas articulações do PL para uma possível aliança com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. Contrária ao acordo, Michelle criticou publicamente a aproximação, o que gerou divergências com os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em junho deste ano, a ex-primeira-dama voltou ao tema ao afirmar, em vídeos publicados nas redes sociais, que havia sido desrespeitada pelo senador.
Na ocasião, Flávio negou ter ofendido Michelle e publicou um pedido de desculpas. Dias depois, a ex-primeira-dama anunciou que deixaria a presidência do PL Mulher para se dedicar aos cuidados com Jair Bolsonaro.



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