PCC teria departamento de redes sociais e “corregedoria” interna em

A inteligência da Polícia Civil de São Paulo concluiu um mapeamento da estrutura interna do PCC (Primeiro Comando da Capital) que aponta a existência de setores específicos para comunicação digital e para fiscalização de integrantes da organização, divulgou um relatório do Departamento de Inteligência Policial (Dipol).
Segundo o relatório, o grupo teria mais de 100 integrantes distribuídos em 12 áreas operacionais chamadas de “sintonias”, cada uma responsável por uma função estratégica dentro da organização.
No topo da organização está a chamada Sintonia Final, identificada como o núcleo máximo de liderança, cuja figura principal segue sendo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, atualmente detido na Penitenciária Federal de Brasília.
Uma das unidades identificadas no novo organograma é a Sintonia da Internet e Redes Sociais, que teria a função de gerenciar comunicações online, monitorar conteúdos e mensagens de integrantes e garantir coesão ideológica por meio de aplicativos criptografados e redes sociais.
O relatório também descreve uma área denominada Setor do Raio X, considerada uma espécie de “corregedoria interna”, com atribuições de fiscalizar membros, auditar setores, apurar condutas e aplicar sanções disciplinares.
Além desses, outras “sintonias” dedicadas a decisões sensíveis, expansão territorial, finanças e atuação operacional também aparecem no organograma da facção mapeado pela polícia civil.
Investigadores ressaltam que, mesmo com parte significativa da liderança presa, a estrutura segue ativa e articulada, com ramificações no Brasil e em outros países.



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